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Serviços sem dinheiro em risco de fechar

Francisco Curihingana | Malanje

O Centro de Investigação e Informação de Medicamentos e Toxicologia (CIMETOX), pertencente à Faculdade de Medicina de Malanje, pode deixar de funcionar, nos próximos dias, por falta de recursos financeiros, revelou o seu director.

Vista parcial da cidade de Malanje onde o Centro de Toxicologia enfrenta dificuldades
Fotografia: Nuno Flash

André Pedro Neto referiu que a única área do Centro de Investigação e Informação de Medicamentos e Toxicologia da Universidade Lueji A'Nkonde que pode ficar em funcionamento é o ponto de plantão, que vai encarregar-se apenas das chamadas telefónicas, para prestar esclarecimentos aos utentes deste serviço.
O director do centro acrescentou que mesmo as chamadas telefónicas são uma dificuldade, uma vez que a instituição não tem linhas telefónicas livres para o cidadão ter acesso ao ponto de informação.
O o Centro de Investigação e Informação de Medicamentos e Toxicologia de Malanje já solicitou várias vezes uma linha de telefone livre para a população, para que os profissionais da instituição acederem às bases de dados e facilitar as ­consultas ­toxicológicas. “Caso não hajam condições, lamentamos mas Angola vai perder um recurso precioso”, precisou.
O centro, que já conquistou cinco medalhas de ouro em reconhecimento pelo trabalho de utilidade social que vem realizando, é uma ferramenta de segurança nacional, na medida em que participa nas acções da Defesa, Saúde e Ambiente, para além de resgatar e controlar toda a circulação de produtos químicos um pouco por todo o território nacional.
O director disse que há um esforço gigantesco por parte do Ministério do Ensino Superior e da reitoria da Universidade Lueji A'Nkonde para que sejam encontradas saídas satisfatórias para a cobertura das necessidades financeiras do centro.
Fruto das suas intervenções, um total de 1.040 vidas foram salvas pelo Centro de Investigação e Informação de Medicamentos e Toxicologia, sendo 327, em 2013 e outras 713, no ano passado.
As principais ocorrências registadas são as intoxicações por medicamentos, pesticidas, produtos de higiene e de limpeza, além de pessoas mordidas por serpentes ou animais peçonhentos.

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