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Técnicos do sector reunidos em Malange

Luísa Victoriano e Venâncio Víctor | Malange

Um grupo de 20 técnicos de Malange ligados a vários sectores começou, ontem, uma formação, de quatro dias, sobre o desenvolvimento rural promovida pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA). 

Camponeses organizados em cooperativas agrícolas do Quela vão receber crédito
Fotografia: Jornal de Angola

Um grupo de 20 técnicos de Malange ligados a vários sectores começou, ontem, uma formação, de quatro dias, sobre o desenvolvimento rural promovida pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA). 
A iniciativa tem o objectivo de dotar os formandos de conhecimentos sobre assuntos relacionados com o processo de planificação estratégica da ADRA para o quadriénio 2012/ 2016 e aprofundar métodos de trabalho. Formação em técnicas de assessoria às organizações agro-pecuárias, advocacia social, escolas de campos e metodologias modernas de extensão rural são algumas das matérias tratadas neste seminário sobre desenvolvimento comunitário
Na abertura dos trabalhos, o director geral-adjunto da ADRA, Belarmino Gelembim, realçou a importância do seminário que vai contribuir para a elaboração do plano estratégico sobre os desafios da instituição. “Esta formação vai capacitar as pessoas em materias de planificação  estratégica e de metodologia  modernas”, referiu. A acção formativa enquadra-se no programa anual da organização da ADRA.
 
Camponeses do Quela têm apoios financeiros

 
Um total de 170 famílias camponesas organizadas em cooperativas agrícolas no município do Quela, a 115 quilómetros de Malange, vão receber dos bancos Sol e Comércio e Indústria um empréstimo avaliado cinco mil dólares cada, no âmbito do crédito de campanha.
O responsável municipal da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) do Quela, José Quicassa, reconheceu que o crédito agrícola regista fraca adesão pelo facto de muitos camponeses preferirem empréstimo em valores monetários do que instrumentos agrícolas, referindo que até ao momento foram inscritos um total de 25 camponeses da região.
O responsável da Estação de Desenvolvimento Agrário considerou a campanha agrícola passada como “proveitosa” pela regularidade das chuvas, mas reconheceu que a principal dificuldade dos camponeses está no escoamento dos produtos do campo para a cidade e para os centros de consumo.
Os camponeses da região apontam as comunas de Moma e Bangala como das mais difíceis pelo mau estado das suas vias de acesso: “existe muita gente que pretende transportar os seus produtos para a cidade, mas os camionistas recusam-se devido às condições péssimas da estrada”, frisou José Quipassa. A Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) tem registadas 104 associações e cinco cooperativas agrícolas, que perfaz um total de 12.390 associados.

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