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Técnicos trabalham nas comunidades

Venâncio Victor| Malanje

Uma campanha de sensibilização sobre educação para a saúde nas comunidades, com vista a combater e reduzir os casos de morte por malária em Malanje, realiza-se amanhã, numa iniciativa da Direcção Provincial da Saúde, informou, ontem, o responsável do sector.

Aumentam os casos de paludismo no hospital Materno Infantil da província e a situação continua a preocupar as autoridades sanitárias
Fotografia: Dombele Bernardo

Pedro José António disse que a campanha  envolve mais de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnostico e terapia e farmácia, que vão também prestar esclarecimento sobre as medidas preventivas da febre-amarela.
A campanha resulta de uma orientação do Governo Provincial de Malenje de modo a intensificar as acções de saúde, assim como a reactivação das equipas e clínicas móveis para os serviços junto das comunidades.
Para uma melhor organização, disse, a campanha começa  a ser desenvolvida nos bairros da Cangambo e Camoma e posteriormente segue para as zonas do Campo de Aviação, Carreira de Tiro, Ritondo Quizanga, Vila Matilde Catepa, Maxinde e Canâmbua, devendo abranger outras áreas periféricas.
Segundo o director  da Saúde, nestes bairros, as autoridades sanitárias da província de Malanje prevêem  a realização de acções de prestação de serviços de Saúde, como consultas de medicina interna, pediatria, consultas pré-natais, distribuição de mosquiteiros, despistagem da hipertensão arterial e malária. Pedro José António disse que, independentemente das acções previstas, as comunidades  recebem conselhos úteis sobre a higiene individual, colectiva e sobre   limpeza nos bairros para garantir um ambiente sadio.
Pedro José António disse que a  solução dos problemas da saúde não se encontra apenas nas unidades sanitárias, mas também nas próprias comunidades devido aos hábitos e costumes de cada povo, o que na sua opinião,  determina o estado de saúde das pessoas. Relativamente à febre-amarela, esclareceu que a província registou até ao momento dois casos suspeitas da doença, cuja amostra foram enviados para Luanda e que continuam a aguardar pela resposta.
Ainda assim, o director da saúde na província defendeu a necessidade de se continuar a desenvolver acções preventivas nas comunidades, devido a mobilidade das pessoas, sobretudo em tempo de paz,  o que pode propiciar a propagação  do vector transmissor da doença em qualquer região do país. “O nosso programa de vigilância epidemiológica está a trabalhar junto das  comunidades, inquirindo as populações, no contacto com os sobas para prestação de informações sobre pessoas visitantes e, consequentemente, o seu acompanhamento, disse.
O director provincial da Saúde disse que a maior preocupação de momento prende-se com o aumento de casos de paludismo e lembrou que o Hospital Materno Infantil recebe, em média, mais de 120 pacientes, dos quais 50 por cento com diagnostico de malária.

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