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Turismo atrai atenção de nacionais e estrangeiros

Francisco Curihingana|

                          
O cartão postal que marca Kalandula, um município que dista a 85 quilómetros da sede capital de Malanje, tem a ver com as majestosas quedas que Deus direccionou para aquela região desta província do Nordeste de Angola.

Milhares de cidadãos visitam o município para testemunhar as potencialidades do sector
Fotografia: Mota Ambrósio

                          
O cartão postal que marca Kalandula, um município que dista a 85 quilómetros da sede capital de Malanje, tem a ver com as majestosas quedas que Deus direccionou para aquela região desta província do Nordeste de Angola.
Este é o principal motivo que vai propiciar a transformação daquela região em pólo turístico nacional, de modo a melhorar as condições para acolher os visitantes. Mesmo nas actuais condições, Kalandula já recebe pessoas de todos os cantos, quer nacionais, quer estrangeiras, que demandam o local para ver o encanto das quedas.
O administrador Manuel Campo disse ao Jornal de Angola que houve uma equipa técnica criada pelo Ministério de Hotelaria e Turismo que efectuou os levantamentos topográficos e a identificação da área onde vai ser implementado o referido pólo. “A partir do rio Kole até à outra margem das quedas, aquele perímetro será o Pólo de Desenvolvimento Turístico de Kalandula”, disse.
Manuel Campo precisou que a iniciativa visa fomentar o turismo e como tal vão ser construídas no local várias infra-estruturas de apoio ao sector, como hotéis de quatro e cinco estrelas.
“Com a sua transformação em pólo turístico nacional, mais pessoas virão para ver as Quedas de Kalandula, as do Musselege, bem como os Rápidos do Bango-a-Zenze e a partir daqui também vai ser mais rápido o acesso para o Pungo Andongo e para Cangandala. Por isso, este ponto será uma placa giratória do turismo nacional”, vaticinou.

Investimento privado

Manuel Campo disse existirem muitos projectos de pessoas privadas, empresas, particularmente a Miamop. O responsável referiu que a empresa Miamop tem um projecto de desenvolvimento turístico da região, além de outras pessoas que querem fazer pequenas pensões.
No dizer do responsável máximo de Kalandula, “todas as iniciativas serão bem-vindas”, uma vez que o município só dispõe de uma única unidade hoteleira, no caso, o Hotel Yolaka, do grupo empresarial Miamop, com 40 quartos. Além dessa estrutura, existe ainda na região uma outra pensão para a acomodação de visitantes.

Combate à pobreza

Durante o ano de 2010, de acordo com Manuel Campo, foi implementado o programa de combate à pobreza e desenvolvimento rural e, paralelamente, desenvolveu-se também o de cuidados primários de saúde.
No período em referência, precisou, foi possível, no domínio da saúde, proceder a reabilitação do Centro do Kota e fazer o seu apetrechamento. Foi ainda construído um centro materno-infantil em Kota e um outro no sector de Kibanga. Foram também construídos jangos comunitários que estão a servir para as palestras de sensibilização.
Já no domínio do combate à pobreza, foi implementado um programa de água e de furos para todos os bairros periféricos, num total de 10 furos artesianos que beneficiam mais de 20.000 pessoas.
“Temos também um furo no quintal da administração municipal que enche o camião cisterna para abastecer as nossas populações”, disse.
No que toca à iluminação pública, o responsável referiu que neste momento o processo está bem encaminhado, numa altura em que só falta iluminar a comuna do Kuale.
“Nas comunas do Kateco-Kangola, Kinge e do  Kota, temos um gerador de 110 kva cada, faltando apenas o do Kuale”, referiu o administrador, que disse ter sido já reabilitada, na sede do município, a rede de iluminação pública.
Manuel Campo assegurou ainda que se fez a aquisição de um gerador de 450 kva que vai servir para a iluminação pública e domiciliar.

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