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Uma aposta na formação de quadros

Francisco Curihingana | Malange

Numa pequena vila missionária, localizada a 12 quilómetros da capital de Malange, encontra-se o Colégio do Quéssua, que já em tempos remotos contribuiu para a formação de quadros, muitos deles hoje em sectores chaves do país. Pelo Quéssua também passou o primeiro Presidente de Angola, o saudoso Agostinho Neto.

Numa pequena vila missionária, localizada a 12 quilómetros da capital de Malange, encontra-se o Colégio do Quéssua, que já em tempos remotos contribuiu para a formação de quadros, muitos deles hoje em sectores chaves do país. Pelo Quéssua também passou o primeiro Presidente de Angola, o saudoso Agostinho Neto.
O Colégio do Quéssua está vocacionado para a educação cristã, por ser uma instituição da Igreja Metodista Unida, e académica, ministrando o currículo das escolas do segundo ciclo.
A instituição existe desde 1958 e foi fundada pelo missionário norte-americano, reverendo Child Chen. Até 1992 esteve a funcionar, mas com o eclodir do conflito pós-eleitoral foi destruída.
O director da escola do segundo ciclo do ensino secundário do Colégio do Quéssua, António Fernandes, disse ao Jornal de Angola que a instituição foi restaurada e depois reaberta pelo então ministro da Educação, Burity da Silva. Recomeçou a sua actividade em 2006, coincidindo com a ida para Malange do bispo José Quipungo.
Em 2007, de acordo ainda com o director António Fernandes, recomeçaram as actividades académicas, tendo sido matriculados 175 alunos, nas opções de ciências físicas, biológicas e humanas.  Actualmente, já passaram pela instituição mais de seis mil jovens, formados em ciências físicas, biológicas, humanas, económicas e jurídicas.
 

Sem novas vagas

 

O director da instituição referiu que as propinas pagas ao colégio são as mais baixas a nível de instituições do género, adiantando que são dois mil kwanzas por mês. Dada a falta de transporte, cada estudante acresce a esse valor mais 1.300 kwanzas, o que perfaz um total de 3.320. A direcção da escola contratou uma empresa para transportar os alunos da cidade de Malange para o Quéssua nos dois turnos lectivos, de manhã e de tarde.
Muito procurado, António Fernandes confessou que o Colégio não dispõe de vagas, neste momento, para o ano lectivo de 2012, uma vez que existe uma orientação da direcção provincial da Educação que aconselha a ter nas salas um número limite de alunos, para melhorar o seu aproveitamento.
“Temos de melhorar o sistema de ensino. Por isso, estabeleceu-se um número máximo de alunos, para possibilitar o processo de ensino e aprendizagem. A 10ª classe deve ter 40 alunos em cada sala e a 11ª, 45”, disse  António Fernandes.
Neste momento, prosseguiu, “só estamos a inscrever alunos que já estudaram na instituição, pois só temos 270 vagas para a 10ª classe”.
O director António Fernandes adiantou que foram feitas mais de 400 inscrições para concorrer às vagas existentes nas três opções leccionadas naquela instituição. Assegurou, ainda, que a prioridade vai para os menores de 18 anos, que não vão ser submetidos a exames de aptidão, contrariamente aos candidatos com mais idade.
A escola tem 22 salas, para os dois turnos, manhã e tarde, com um universo de 51 professores, dos quais 37 efectivos e 14 colaboradores, segundo  António Fernandes.
 

A chuva da desgraça
 

O director António Fernandes lamentou as consequências produzidas pelas chuvas que se abateram durante o ano findo no Quéssua, que deixaram um rasto de destruição. “As chuvas arrastaram consigo o tecto do colégio”, explicou, acrescentando que “há apoios de vários sectores, que estão a permitir a recuperação da instituição e, portanto, os estudantes a ser integrados no próximo ano lectivo vão dispor de uma melhor estrutura”.

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