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Vias de acesso estão em obras

Luísa Vitoriano | Malange

A ponte sobre o rio Lui e a via que dá acesso à comuna dos Bângalas, município do Quela, vão ser reabilitadas, em breve, para garantir a livre circulação de pessoas e bens, garantiu na cidade de Malange, o governador provincial Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”.

Objectivo do programa de reabilitação de estradas é facilitar as trocas comerciais e o escoamento dos bens agrícolas para as cidades
Fotografia: Jornal de Angola

Norberto dos Santos, que falava durante o encontro com as autoridades tradicionais da comuna dos Bângalas,  disse que numa primeira fase vai ser montada uma ponte metálica  para facilitar as trocas comerciais entre o campo e a cidade.
O governador aproveitou a ocasião para anunciar às autoridades tradicionais da região a reabilitação de  infra-estruturas administrativas, hospitalares e escolares. O Governo Provincial de Malange vai lançar um programa de emergência  para resolver os principais problemas que afectam a população e contratar uma empresa vocacionada para a construção e reabilitação de estradas e pontes.
O soba grande da comuna dos Bângalas, Calisto Armando, afirmou que a circulação rodoviária para a sede municipal do Quela se encontra interdita, há 30 anos, facto que está a causar enormes dificuldades à população. O corte na circulação rodoviária deve-se à destruição de várias pontes, com incidência para a do rio Lui, a 37 quilómetros do Quela.  O soba da aldeia do Cabade Cajinga, José Cassanje, afirmou que o mau estado da via que liga o município do Quela à comuna dos Bângalas está a impedir a construção de postos de saúde, centros médicos, escolas e outros serviços essenciais.
Por falta de técnicos, acrescentou, o único posto que a comuna dos Bângalas tem está encerrado há mais de um ano, facto que preocupa as autoridades tradicionais e a população da região.
A insuficiência de professores e escolas  na comuna dos Bângalas fez com que 200 crianças estejam fora do sistema normal de ensino.
A comuna dos Bângalas conta apenas com três professores e nenhum técnico de saúde. No presente ano lectivo foram matriculadas 300 crianças.

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