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Vias degradadas atrasam desenvolvimento

Francisco Curihingana

O mau estado das estradas do município de Marimba, cerca de 210 quilómetros a norte da província de Malange, está a condicionar o cumprimento do programa de desenvolvimento concebido para a região, disse, ontem, o administrador local.

O mau estado das estradas do município de Marimba, cerca de 210 quilómetros a norte da província de Malange, está a condicionar o cumprimento do programa de desenvolvimento concebido para a região, disse, ontem, o administrador local.
Domingos Dembue afirmou que as estradas se apresentam muito esburacadas, situação que tem provocado elevados prejuízos aos automobilistas, que, por isso, começam a optar por outros caminhos.
O administrador municipal lamenta a situação que a localidade vive, que faz encarecer os principais produtos básicos.
A situação pode piorar, na época das chuvas, altura em que as vias ficam todas lamacentas, disse, anunciando que as autoridades estão a desenvolver esforços para melhor a situação. Apesar disto, o administrador garante que Marimba regista alguns avanços, principalmente na recuperação das infra-estruturas destruídas durante o conflito armado, o que está a ajudar mudar a imagem da localidade.
Nos próximos tempos, vão ser construídas mais 80 casas e em fase de acabamento está um hospital, com a capacidade para 200 camas.

Novas infra-estruturas

A administração local está a construir a sua sede e o palácio municipal, um edifício para os serviços da identificação e casas para o administrador adjunto e para quadros locais. A administração está também a construir, na sede, no quadro do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural, Combate à Fome e à Pobreza, uma escola com seis salas. No sector de Xiquita construiu e equipou um posto de saúde, no âmbito das acções de melhoria do atendimento à população. As duas comunas do município, Mangando e Tembo Aluma, afirmou, beneficiaram de obras de reparação de infra-estruturas sociais e vão passar a dispor de cinco postos médicos.

Água potável

Marimba vive sérios problemas quanto a abastecimento de água potável, o que obriga a população a consumir a proveniente de cacimbas e de poços.  O administrador municipal referiu que a má qualidade da água retirada daqueles sítios tem contribuído para o aumento de doenças, principalmente diarreicas agudas. Para reverter a situação, uma equipa de técnicos da direcção provincial das Águas esteve, há tempos, na localidade para proceder a um estudo de viabilidade, que pode culminar com instalação de um sistema de abastecimento.

Educação e Saúde

Este ano lectivo, o município tem 8.638 alunos matriculados, da iniciação a 9ª classe, mas ainda há fora do sistema de ensino, por falta de professores, 3.555 crianças.
O município tem apenas 128 professores. Domingos Dembue frisou que o número é insuficiente para as necessidades e que são necessários cerca de 120 novos agentes de ensino. Quanto à saúde, há 12 enfermeiros, um dos quais técnico médio. Os restantes têm formação básica. O número também é insuficiente. O abastecimento de medicamentos à municipalidade é regular, disse o Domingos Dembue para quem a grande preocupação se prende com o facto da assistência médica ser feita em instalações inapropriadas, funcionando com apenas três camas. O município de Marimba faz fronteira, a Norte, com a República Democrática do Congo, a Sul, com o município do Kunda-dia-Base, a Este com a Lunda-Norte e a Oeste, com o município do Caombo. Com 5.940 quilómetros quadrados, é constituído, além da sede, pelas comunas de Mangando e Tembo Aluma.

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