Províncias

Zonas recônditas de Malanje beneficiam de água potável

Adriano Sapalo| Malanje

Um programa de construção de sistemas de água potável vai ser levado a cabo em todos os municípios de Malanje, com vista a reforçar a capacidade de resposta de fornecimento, principalmente nas zonas rurais e mais recônditas da província, anunciou, no final de semana, o secretário de Estado do sector.

Luís Filipe da Silva anuncia novos projectos
Fotografia: João Gomes

Luís Filipe da Silva salientou que as autoridades desenvolveram esforços para garantir água potável em todas as sedes municipais da província, redobrando esta estratégia para que o produto chegue o mais rápido possível às zonas rurais.
O responsável do Ministério da Energia e Águas assegurou que o processo de expansão do abastecimento de água potável se vai alargar por todos os cantos da província, na perspectiva de contribuir para a melhoria dos serviços sociais e das condições de vida da população.
Para já, anunciou que os municípios de Malanje, Marimba, Kiwaba Nzoji, Cangandala, Massango, Quela e Mucari vão brevemente ter o sistema de abastecimento de água potável melhorado. Para o efeito, o secretário de Estado das Águas trabalhou por quatro dias na província, para constatar os problemas que o sector enfrenta.
Na sua visita de trabalho, Luís Filipe constatou que muitos equipamentos estão paralisados, muitos  por falta de recursos financeiros que garantam a sua manutenção constante. Em Massango, última etapa que marcou a visita, acompanhada pelo vice-governador para a esfera Política e Social, Manuel Campo, afirmou que o município vai ver reforçado o abastecimento de água na sede e nos bairros circunvizinhos.
O administrador do município de Massango, Luís João José, saudou a política do Executivo de resolução de um dos principais problemas que mais afligia a gestão local, uma vez que a população percorre distâncias enormes para a aquisição do produto. Outro município que também deve ver a situação de água melhorada é o de Kiwaba Nzoji. Esta zona de Malanje costuma ficar, às vezes, sem abastecimento de dois a três dias.
A administradora municipal, Joana de Matos, avançou que o projecto chega em boa altura, na medida em que vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.
“A população vai ter a oportunidade de consumir água de qualidade. Vamos evitar várias doenças, como as diarréicas, que tiveram estatísticas muito altas no ano passado”, disse Joana de Matos.

Tempo

Multimédia