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Malária no Cuanza-Norte com tendência a aumentar

Manuel Fontoura | Ndalatando

O número de casos de malária na província do Cuanza-Norte tende a aumentar, tendo-se registado durante os primeiros quatro meses do corrente ano 84.910 ocorrências, com 91 óbitos, contra 61.920 casos e 75 mortes, de Janeiro a Abril do ano passado, de acordo com o supervisor provincial do programa de combate à doença, Gonçalo João Tandala.

Autoridades sanitárias reforçam as acções de sensibilização e de distribuição de mosquiteiros
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro

A maior parte dos casos de malária, acrescentou, registou-se nos municípios de Ca-zengo, Cambambe, Lucala, Golungo-Alto e Ambaca.

Segundo Gonçalo Tandala, a malária continua a ser um problema de saúde pú-blica na província do Cuanza-Norte, sendo a principal causa de morbi mortalidade no seio das populações.
Gonçalo Tandala diz serem necessários mais parceiros para se evitar a propagação da doença na região, reforçando as acções de prevenção, em parceria com as autoridades sanitárias.
As brigadas, referiu, deverão trabalhar para a melhoria do saneamento básico. Gonçalo Tandala defende a reactivação das acções de pre-
venção, no que toca ao controlo integrado, aquisição de mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração, implementação da luta anti-larval, tratamento intermitente preventivo em todas as unidades sanitárias, bem como a implementação das acções de pulverização intra e extra domiciliar em zonas consideradas de maior risco, nos dez municípios da província do Cuanza-Norte.
De acordo com Gonçalo Tandala, o projecto de combate e prevenção da malária, segundo os princípios do protocolo da política nacional de tratamento da doença, trouxe uma nova dinâmica e uma melhor perspectiva de redução dos casos graves e consequentemente da mortalidade. Segundo o supervisor provincial do programa de combate à malária, o principal desafio é a utilização correcta das combinações terapêuticas, com base num diagnóstico confirmado por microscópio ou testes de diagnóstico rápido, bem como a melhoria do manejo de casos graves a nível institucional.
“Os casos deverão baixar, com a constituição das brigadas municipais, visando combater o vector da doença, promover a saúde através de informação, educação e comunicação, pretendendo-se com esta componente educar a população para que tão logo surjam os primeiros sintomas da doença procure os serviços de saúde mais próximo”, sublinhou Gonçalo Tandala.
As autoridades sanitárias, ainda de acordo com Gonçalo Tandala, pretendem, nos próximos tempos, reforçar as acções de supervisão, monitoria e avaliação das actividades ligadas ao programa de combate à malária, bem como a distribuição de mosquiteiros e a fumigação intra e extra domiciliar, com o apoio das administrações municipais.

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