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Malária está a originar mortes no Zaire

Miguel Baú | Mbanza Congo

Pelo menos 98 pessoas morreram, no primeiro trimestre do ano, no Zaire, vítimas da malária. Os dados foram revelados pelo supervisor provincial do Programa de Controlo da doença, Afonso Diabanza.

Pelo menos 98 pessoas morreram, no primeiro trimestre do ano, no Zaire, vítimas da malária. Os dados foram revelados pelo supervisor provincial do Programa de Controlo da doença, Afonso Diabanza.
A província registou um total de 20.604 casos, números que suplantaram os 15.976 notificados no mesmo período de 2009, segundo o supervisor do Programa.
As unidades sanitárias do município do Kuimba registaram 24 óbitos, as do Soyo 23, enquanto as do Mbanza Congo assinalaram 19 mortes. Já no Tomboco, houve 16 falecimentos, enquanto em Nzeto e Nóqui se verificaram 12 e quatro óbitos, respectivamente.
Dada a gravidade da situação, o responsável aconselhou as pessoas a procurarem os serviços de Saúde quando notarem sinais de febre, dores de cabeça, vómitos e diarreia, principalmente nas crianças.
Afonso Diabanza salientou que as mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos são as principais vítimas da malária, daí o interlocutor defender que as famílias devem habituar-se ao uso de mosquiteiros impregnados de longa duração para evitar a picada do mosquito causador da doença.
O responsável do Programa de Controlo da Malária no Zaire disse que para a contenção da proliferação da patologia têm recorrido aos planos nacionais estratégicos, que consistem no tratamento de casos sintomáticos e febris com novas combinações de artesinina, no tratamento de mulheres grávidas desde a 20ª semana de gravidez com fancidar e na distribuição de mosquiteiros para o combate domiciliário.

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