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Malária no Huambo faz 751 óbitos no primeiro trimestre

Justino Vitorino | Huambo

Ao todo, 751 óbitos por malária foram registados durante o primeiro trimestre deste ano na província do Huambo, anunciou à imprensa o chefe de Departamento da Direcção Provincial de Saúde, Almeida Chitungo.

Estão a ser desenvolvidas várias acções para travar a propagação da malária no Huambo
Fotografia: Jaimagens | Fotógrafo

O responsável esclareceu  que no mesmo período foram diagnosticados 203 mil 793 casos  de malária. “Tratou-se de um aumento significativo em relação aos anos passados. Portanto, isso aconteceu, essencialmente, devido às constantes chuvas que se abatem sobre a província do Huambo. Outro factor tem a ver com a concentração de grandes focos de lixos”, revelou.
Almeida Chitungo revelou que, durante o primeiro trimestre de 2017, foram  notificados 51 mil 708 casos de malária, de que resultaram 378 óbitos.
A escassez de medicamentos em algumas unidades sanitárias da província, segundo o responsável, contribui também para o aumento sistemático de casos da doença. “Infelizmente, em Angola a malária ainda é um problema de saúde pública,  particularmente na província do Huambo”, referiu. “A crise financeira e as chuvas que se abatem sobre a região, que provocam a reprodução em grande escala de mosquitos, constituem ainda as causas para a proliferação da doença”, acrescentou.
Um documento dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), a que o Jornal de Angola teve acesso, dá conta que a província do Huambo havia obtido uma evolução positiva nos últimos anos, em termos de prevenção e redução da malária, devido ao trabalho de várias entidades não governamentais consubstanciado na distribuição de mosquiteiros, controlo de vectores, exterminação de mosquitos e das suas larvas, entre outras actividades.
“A malária afecta mais as crianças dos zero aos 15 anos, por estas terem menos imunidades do que os adultos”, assinala o relatório.
Ainda de acordo com o relatório, os Médicos Sem Fronteiras contrataram 16 médicos, 34 enfermeiros e 18 higienistas para os serviços de emergência no Huambo, onde a organização faz visitas periódicas de supervisão a nove hospitais municipais.  Nestes locais, os MSF fornecem Coartem e testes rápidos e capacitam médicos e enfermeiros.
No âmbito do Programa de Combate à Malária, o sector da Saúde no Huambo e a organização não governamental The Mentor Initiative levam a cabo actividades de sensibilização junto das populações sobre os métodos de prevenção da doença.

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