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Malária provoca dezenas de óbitos no Cuanza-Norte

André Brandão

Cinquenta e oito pessoas morreram durante os últimos seis meses no Cuanza-Norte, devido à malária, de acordo com o relatório de semestral da direcção provincial da Saúde. Crianças dos zero aos cinco anos e mulheres grávidas estão entre as principais vítimas.

Fotografia: Edições Novembro

No ano passado houve um total geral de 299 óbitos. Em 2017 houve também distribuição de mosquiteiros impregnados, um para dois membros de cada família, atingindo-se uma cobertura de 95 por cento a nível de toda a província.
A falta de recursos humanos, financeiros e meios de comunicação constam das principais dificuldades, visando o combate e redução da doença.
Gonçalo João Tandala, responsável do programa de luta contra a malária no Cuanza-Norte, afirma que a diminuição do paludismo na região depende da criação de políticas locais para tratamento e manuseio dos vectores.
Apelou às administrações municipais a alocarem verbas para as acções de prevenção e combate ao paludismo.
O Cuanza-Norte possui 139 unidades sanitárias, na sua maioria vocacionadas para o diagnóstico e combate à malária. As de maior referência estão no Cazengo, Cambambe e Ambaca. Existem 1.050 camas disponíveis,  912 enfermeiros,  98 médicos, dos quais 52 nacionais. Cerca de 40 por cento dos fármacos usados provêem da central de compras de medicamentos de Angola.

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