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Matala e Quipungo com boas condições

André Amaro|Lubango

O processo de realojamento das famílias que construíram ao longo da linha do Caminho-de-Ferro de Moçamedes (CFM) e cabos eléctricos de alta tensão, nos municípios da Matala e Quipungo, vai ser feito sem problemas, com a preparação em curso de condições condignas.

A reabilitação do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes está demorada porque muitas famílias construíram casas ao logo da linha
Fotografia: Casimiro José

O processo de realojamento das famílias que construíram ao longo da linha do Caminho-de-Ferro de Moçamedes (CFM) e cabos eléctricos de alta tensão, nos municípios da Matala e Quipungo, vai ser feito sem problemas, com a preparação em curso de condições condignas.
A garantia foi manifestada pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, durante a visita que efectuou, segunda-feira, aos municípios da Matala e Quipungo, a Leste da província da Huíla, para avaliar as condições existentes para o realojamento.
Bornito de Sousa, que chefiou a comitiva integrada pelo vice-ministro, Graciano Domingos, directores nacionais, governadores das províncias da Huíla e Kuando-Kubango, visitou as zonas abrangidas e as áreas de realojamento onde estão os lotes destinados a cada família.
Num breve encontro com as comunidades locais e membros da sociedade civil dos dois municípios, o ministro disse que “estão a ser criadas condições para que o realojamento das famílias seja feito da melhor forma. Trabalhamos com as administrações dos municípios da Matala e Quipundo para avaliarmos as condições existentes, no quadro do realojamento das famílias que construíram ao longo da linha do Caminho-de-Ferro de Moçamedes e cabos de alta tensão”, disse o ministro Bornito de Sousa.
As populações, afirmou, estão a sofrer muito com a falta do comboio nas províncias do Namibe do Kuando-Kubango. OPs atrasos na reconstrução da linha dificultam a execução e desenvolvimento de muitos projectos, como a construção de casas.
Bornito de Sousa explicou que o projecto de reabilitação da linha do Caminho-de-Ferro de Moçamedes está parcialmente paralisado em consequências das casas e casebres construídas ao longo do traçado ferroviário, razão que embaraça os trabalhos da empreiteira.
O ministro está preocupado com o desenvolvimento de todos os municípios do país: “o desenvolvimento é feito com a construção de casas, escolas, hospitais, estradas e outras infraestruturais sociais. Mas para tal, urge a reposição do comboio para transportar materiais de construção civil e outros produtos”, afirmou.
 
Condições preparadas

 
As administrações municipais da Matala e Quipungo têm preparados mais de mil lotes de terreno para distribuir pelas famílias que vão ser retiradas da linha-férrea e dos cabos de alta tensão.
Estão também criadas as condições para a instalação nas áreas de realojamento de escolas do ensino primário, postos de saúde, serviços policiais, cozinhas comunitárias e saneamento básico, para que as famílias realojadas estejam minimamente acomodadas.
De acordo com o administrador da Matala, Manuel Capenda, no seu município são demolidas 513 casas. “Os proprietários devem saber que saem dum pequeno terreno e vão para zonas com 600 metros quadrados”.
Acrescentou que neste momento está a trabalhar na mobilização e sensibilização das pessoas para perceberem melhor o que se pretende, para onde vão, quais as condições instaladas e a instalar no local.
Em Quipungo, a administração preparou 5.655 metros quadrados de terrenos nas localidades de Mavida 1, Mavinda 2, Kapato e Massanda, para distribuir a 265 famílias abrangidas pelo realojamento.

Comboio é fundamental

O governador da província do Kuando- Kubango, Eusébio de Brito, assegurou, no município da Matala, província da Huíla, que o programa de reabilitação e modernização dos Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) vai permitir desenvolver, de modo sustentável, as regiões do Sul do país e de alguns estados da África Austral.
O governador falava à imprensa no final da visita que o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, efectuou aos municípios de Quipungo e Matala, para avaliar o processo de demolição e realojamento de pessoas que construíram junto da linha de alta tensão e dos carris dos caminhos-de-ferro.
 O programa de reabilitação e modernização dos caminhos-de-ferro que o Governo está a desenvolver vai permitir a circulação de pessoas e mercadorias, disse Eusébio de Brito Teixeira. O governador do Kuando-Kubango Lembrou que a partir do Porto do Namibe é possível transportar mercadorias para as províncias da Huíla e Kuando-Kubango, e países limítrofes, como a Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.
 Eusébio de Brito Teixeira referiu que a região Sul tem “muito para explorar e exportar e só com a circulação do comboio é que o desenvolvimento socioeconómico vai ser um facto”.
As obras de reabilitação da linha entre o município da Matala (Huíla) e Menongue (Kuando-Kubango) foram já concluídas e entregues ao Governo, faltando a segunda fase que abrange a cidade do Namibe/Lubango/Matala, cujo arranque está previsto para este ano.

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