Províncias

Meio milhão de alunos a estudar no Cuanza Sul

Carlos Bastos | Sumbe e Nicodemos Paulo | Uíge

Para se evitar no futuro o aumento de alunos fora do sistema de ensino, está a ser construída, na localidade do Assango, no município do Amboim, uma  escola do 1º e 2º ciclo do ensino secundário e uma outra no Waku Cungo, anunciou ontem, no Sumbe, o governador provincial Eusébio de Brito Teixeira.

Aulas asseguradas pelos professores
Fotografia: Paulo Mulaza

“Os municípios da Cela e do Seles também vão contar com uma escola, cada com 12 salas de aula, bem como a do Mussende e da Quibala ambas com 24 salas,   informou Eusébio de Brito Teixeira.   
O governador provincial, que falava na abertura do ano lectivo de 2016, considerou enormes as responsabilidades que recaem sobre o sector da Educação, virado para a formação científica, técnica e cultural da sociedade e em particular das crianças e jovens. “É nosso dever  empenharmo-nos nas múltiplas tarefas e na criação de condições para o acolhimento das crianças que ainda se encontram fora do sistema de ensino e na viabilização do acesso dos alunos.”
 Eusébio de Brito Teixeira reconheceu haver  necessidade de se investir na construção de mais escolas para reforçar a capacidade instalada e informou que a província do Cuanza Sul conta com 534 instituições de ensino, entre estabelecimento de ensino primário, do 1º e 2º ciclos do ensino secundário, geral, normal e técnico. “Para este ano lectivo, estão matriculados 469.043 alunos e as aulas são asseguradas por 9.933 professores.”
Eusébio de Brito Teixeira disse que no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) está prevista nas escolas a abertura de novos cursos, como a de informática, construção civil, entre outros para conferir competências e habilidades aos jovens, de modo a diversificar a sua formação técnica e profissional. “Estamos certos de que a variação formativa vai impulsionar a estratégia do Executivo, baseada na diversificação da produção agropecuária e industrial, com o propósito de contrapor a actual situação económica resultante das incertezas verificadas no custo do petróleo e seus derivados.”
Para os desafios que se colocam, Eusébio de Brito Teixeira disse ser importante ter quadros dotados de conhecimentos e competências e com um profundo sentimento patriótico. Eusébio de Brito Teixeira destacou o papel desempenhado pelos professores. “Neste ano lectivo queremos melhorias significativas na organização das escolas, dedicação dos docentes e directores das instituições de ensino, inspirando-se sempre nos princípios que norteiam a vontade da realização das tarefas que vos são inerentes”, concluiu o governador provincial do Cuanza Sul.

Material didáctico no Uíge


O Instituto Politécnico Namputo, na Damba, a Escola de Formação de Professores Pedro Benga Lima, na cidade do Uíge, entram em funcionamento “nos próximos dias”, disse ontem ao Jornal de Angola o vice-governador provincial para o sector Económico.
Carlos Samba revelou também que “ mais de 500 mil alunos estão matriculados nos diversos níveis de ensino” na província, onde estão assegurados 13.878 professores e 6.654 salas de aulas.
O vice-governador referiu a importância dos pais e encarregados de educação fazerem com que as crianças frequentem  a escola e tenham o material indispensável indicado pelos professores.
Carlos Samba afirmou que falta de material didáctico, atrasos ou ausências constantes de professores e alunos nas salas de aulas provocam o insucesso escolar e que “alguns dos principais problemas que apoquentavam o sector estão ultrapassados, pois foram pagos os ordenados dos 643 directores de escolas nomeados de 2007 a 2013, bem como dos professores colaboradores contratados entre 2008 e 2010. A administradora do Dange Quitexe disse que o sector da Educação é o que nos últimos anos regista maior crescimento no município e que desde a conquista da paz em 2002 foram construídas mais de 60 escolas, que permitiram que milhares de crianças frequentassem o sistema normal do ensino.
Maria Odete lamentou que ainda haja pais que impeçam os filhos de ir a escola para as terem ocupadas “em trabalhos agrícolas e domésticos”. “Os filhos devem cumprir algumas tarefas domésticas, mas têm de frequentar a escola para garantirem o futuro”, concluiu Maria Odete.

Tempo

Multimédia