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Milhares de cidadãos aprendem a ler e a escrever

Weza Pascoal | Menongue

Um total de 4.809 cidadãos na província do Cuando Cubango, com idades compreendidas entre os 12 e 45 anos de idade, que não sabiam ler e nem escrever, terminaram com êxito no sábado a primeira fase das aulas de alfabetização e aceleração escolar, no quadro do programa “Sim Eu Posso”.

A coordenadora provincial do projecto de alfabetização, Luz Bethel, que falava no acto de encerramento da acção formativa, revelou ainda que, desde 2014 até a data presente, o referido programa permitiu alfabetizar 18.863 cidadãos na província.
Luz Bethel explicou que o programa de alfabetização, que decorre sob o lema “Lendo o passado e escrevendo o futuro”, tem a duração de três meses e é dividido nos módulos 1, 2 e 3 de formação básica da leitura e da escrita aos alfabetizandos.
Luz Bethel explicou que o programa de alfabetização “Sim Eu Posso” conta com a participação de 195 facilitadores, dos quais 45 estudantes do curso de Ciências da Educação da Escola Superior Pedagógica de Menongue, afecta à Universidade Cuito Cuanavale. "O programa de alfabetização é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Governo cubano, adaptado à realidade angolana, que através de cartilhas e vídeos, facilitam a aprendizagem da escrita e da leitura daquelas pessoas que ontem não tiveram a oportunidade de aprender a ler e nem escrever”, disse Luz Bethel para acrescentar que todas as condições estão criadas para que, nos próximos dias, a direcção provincial da Educação, Ciência e Tecnologia possa fazer a abertura da segunda fase do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, que tem sido recebido com muita satisfação por parte da população.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Miguel Canhime, disse que a iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Governo cubano, para a implementação do programa “Sim Eu Posso” a nível do Cuando Cubango foi o passo mais acertado, tendo em conta o elevado número de pessoas a nível da província que não tiveram a possibilidade de ir à escola, por causa da guerra que assolou o país.
“Estamos a cumprir uma tarefa do governo, que é a formação do homem”, disse o responsável da Educação para salientar que o cumprimento do programa de diversificação da economia depende em parte, também, da formação das pessoas, para que elas saibam como gerir alguns recursos naturais, materiais e humanos”, disse. O director provincial da Educação, Ciência e Tecnnologia, Miguel Canhime, exortou os facilitadores a continuarem com a nobre tarefa de educar e formar, de formas a ajudar a província e o país em geral a erradicar o analfabetismo que, e infelizmente, ainda se observa na nossa sociadade.
O reitor em exercício da Universidade do  Cuito Cuanavale, Augusto Chipombela, disse que o programa de alfabetização e aceleração escolar revelam as três dimensões de uma universidade actuante, nomeadamente a docência, a investigação científica e a extensão universitária, que consiste na prestação de serviços à comunidade.
O académico recordou que o inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2011, revelou que as províncias do Moxico, Cuando-Cubango, Bengo, Cunene, Lunda-Norte e Lunda-Sul eram as mais críticas no domínio do analfabetismo, razão pela qual beneficiaram do programa “Sim Eu Posso”.
Augusto Chipombela encorajou todos os estudantes da Universidade do Cuito Cuanavale a trabalharem de forma árdua, para permitir que nos próximos anos a província do Cuando Cubango seja declarada livre do analfabetismo.

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