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Mototaxistas recusam pagar seguro obrigatório

Os mototaxistas da província do Huambo recusam-se a pagar o seguro obrigatório de 20 mil kwanzas, por alegarem morosidade das seguradoras quando solicitados os seus serviços.

Mototaxistas apresentaram preocupações ao governador
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

A posição foi manifestada durante um encontro com o governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, a quem expuseram as suas inquietações.
Os mototaxistas afirma-ram que, em caso de acidentes contra terceiros ou de avarias, regista-se demora no atendimento por parte das seguradoras.
Por isso, solicitaram a compreensão das autoridades policiais para que tal situação não venha a ser penalizadora para a sua actividade, porque têm sido eles a reparar as suas motorizadas.
Por outro lado, comprometeram-se a pagar a taxa de circulação, a fazerem o exame  de condução e a usarem o ca-pacete de protecção.
Na ocasião, João Baptista Kussumua informou que o Governo do Huambo está a estudar, em conjunto com o Ministério dos Transportes, fórmulas de negociar com as seguradoras, a fim de se e-contrar a melhor via para a solução deste problema, pois o cumprimento da lei não deve esmagar o cidadão, que, por sua vez, não deve desobedecer a legislação.
João Baptista Kussumua disse que, para melhor exercer o trabalho de mototaxista, sem quaisquer impedimentos, o cidadão precisa de estar habilitado, ter domínio do veículo e estar sempre acompanhado de dois capacetes de protecção.
O governador aconselhou  os mototaxistas a evitarem o transporte de mais de uma pessoa nas motorizadas, assim como a obedecerem às regras de trânsito, para evitar sinistros. No Huambo, a Associação dos Motoqueiros (Amotrang) controla 12.000 mototaxistas.

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