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Administrador critica atitude dos moradores

Samuel António | Luena

O administrador municipal do Moxico mostrou-se ontem indignado pelo mau comportamento de certos munícipes que continuam a insistir em depositar o lixo fora dos horários estabelecidos e em lugares impróprios.

Autoridades preocupadas com a quantidade de lixo nas ruas que pode provocar doenças
Fotografia: João Gomes

Bento Paulino disse ao Jornal de Angola que, pesar de haver algumas debilidades por parte das empresas que operam na recolha de resíduos sólidos no Luena, os moradores não cooperam na melhoria do saneamento básico.
No município existem duas empresas que prestam serviços de limpeza e saneamento básico, a Admc e a Jolife,  com a primeira encarregada de cuidar do centro urbano e a segunda das zonas suburbanas.
O administrador do Moxico disse ter constatado o incumprimento do horário no depósito de lixo nos contentores. “Estabelecemos dois horários para as pessoas poderem depositar o lixo, das 17h30 às 6h00, mas mesmo assim continuamos a verificar a falta de colaboração por parte dos nossos munícipes.”
Condenou, ainda, os adultos que entregam a responsabilidade de deitar fora o lixo às crianças que, por vezes, não têm altura suficiente para chegar ao limite de um contentor e, como resultado, põem-no no chão.
 Face a este comportamento, pediu aos munícipes mais responsabilidade no tratamento do lixo, para se evitarem doenças, que acabam por afectar o próprio morador que vive na zona onde o lixo é depositado.
“Se as pessoas não se preocuparem com o saneamento básico, estão sujeitos a contrair aquelas doenças que advêm da acumulação dos resíduos sólidos, que pode representar um grande perigo na vida dos moradores", advertiu o administrador. Sobre a aplicação de medidas de transgressão administrativa, afirmou que isso não resolve o problema. O único método para acabar com esta prática é a mudança de mentalidade do próprio morador, ao entender que o lixo é um mal que deve ser combatido.
Para o administrador municipal do Moxico, as medidas coercivas exercem uma pressão naquele momento em que o indivíduo sofre, mas se a pessoa for capaz de compreender a necessidade de cuidar do meio onde vive, referiu, vai ter uma conduta salutar, sem qualquer intervenção da Lei.

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