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Agentes sanitários com mais valências

Kapalo Manuel e José Rufino | Luena

Um total de 30 agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário, oriundos de todos os municípios da província do Moxico, participaram, até ontem, no Luena,  num seminário de capacitação sobre os efeitos da malária. 

O certame, que decorreu na maternidade provincial do Moxico, durou cinco dias, durante os quais foram aprofundados temas ligados ao programa de combate à malária, sintomas da doença e a sua classificação, visando reforçar o atendimento em várias unidades sanitárias da região.
Constaram ainda no programa da acção formativa, a introdução de novos métodos para identificação de sinais e sintomas do plasmodium e de outras medidas a ser tomadas para diminuir a malária, por meio de estudo dos testes de reacção.
O administrador adjunto do Luena, Valdemar Linguenha Salomão, sublinhou que o programa de agente de desenvolvimento comunitário e sanitário (ADECOS) é a reafirmação do compromisso do Executivo angolano, que tem como objectivo expandir os serviços sociais em todas as comunidades e com extrema necessidade de acções de saúde, para estimular o auto desenvolvimento junto das comunidades.  Ao intervir no acto de abertura, o administrador adjunto do Luena disse que o combate à malária deve constituir prioridade de toda a sociedade, por ser um problema de saúde pública, que afecta centenas de milhares de famílias, entre crianças e adultos, sendo a primeira causa de morte materno infantil no país.
Valdemar Linguenha Salomão considerou de extrema importância a acção formativa, por configurar na estratégia dos objectivos que visam diminuir a morbimortalidade provocada pela malária e de outros problemas sociais.
O fortalecimento da capacidade dos técnicos de Saúde e agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário, sublinhou, vai permitir por meio destas acções a implementação de medidas de diagnóstico precoce, para facilitar o tratamento imediato e eficaz dos casos da doença. 
O administrador municipal adjunto espera que as unidades sanitárias existentes nas diversas comunidades sejam pontos de referência, no atendimento dos doentes. Valdemar Linguenha Salomão apelou aos participantes maior proveito para que os conhecimentos  adquiridos possam ajudar a reduzir a prevalência da doença e garantir a qualidade de vida das populações. Por outro lado, o  banco de urgência da Pediatria do Hospital Geral do Moxico registou de Janeiro a Fevereiro deste ano a fuga de 92 pacientes, por razões ainda desconhecidas, disse ontem, no Luena, a chefe deste serviço clínico.

Doentes deixam tratamento


Amélia Angélica Fernanda referiu que os pacientes desapareceram da unidade de assistência a crianças, “sem que os seus tutores comunicassem as razões para um acto de tamanha irresponsabilidade, uma vez que os menores se encontravam em tratamento”.
Neste período, acrescentou a chefe do  banco de urgência da pediatria do Moxico, mais de 1.090 pacientes receberam alta, numa altura em que a pediatria, apesar de algumas dificuldades aliadas ao crescente número de doentes que acorrem à unidade hospitalar, está preparada para lidar com todo tipo de enfermos e patologias.
Nos últimos dois meses, a Pediatria registou  um total de 967 casos de malária em crianças dos quatro aos 11 anos, dados que preocupam a direcção da unidade hospitalar.
A malária é a enfermidade predominante, durante o período em referência, mas dos 1.237 pacientes houve casos de doenças respiratórias agudas, com 62, anemia 45, diarreias agudas 26, malnutrição 10 e igual número de ocorrências de febre tifóide.

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