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Camponeses no Luculo necessitam de créditos

Samuel António | Luena

A falta de acesso ao crédito agrícola no sector do Luculo, município do Leúa, na província do Moxico, está a preocupar os camponeses e pequenos agricultores da região, disse, ontem, ao Jornal de Angola o lavrador Manuel António. 

Há dificuldades para aumentar a produção
Fotografia: Daniel Benjamim

O agricultor lamentou a morosidade que se verifica na concessão de crédito agrícola, tendo, para o efeito, solicitado às autoridades municipais a viabilização do processo entregue há anos, com vista a potenciar a actividade do campo, no âmbito da diversificação da economia.
O sector do Luculo é considerado um dos maiores produtores de mandioca, batata doce, amendoim, arroz e hortícolas. A falta de crédito de campanha pode comprometer a produção agrícola na região.
Fernando Capata reconheceu as potencialidades agrícolas da região e recordou que, nesta fase, considerada difícil para a economia angolana, é necessária a conjugação de esforços para que se possa produzir em grande escala, para o aumento da produção e, deste modo, evitar-se as importações de produtos.
“Temos terras férteis para produzir o suficiente, mas, para isso, é necessário apostar forte na agricultura, utilizando equipamentos de ponta para lançar as sementes e colher o suficiente para que não haja défice alimentar”, sustentou.
O agricultor Fernando Capata felicitou as autoridades da província pelo reinício das obras de requalificação da estrada que liga a cidade do Luena aos municípios do Léua  e  da Cameia que, segundo ele, vai contribuir, significativamente, no escoamento de produtos para os grande mercados.  “Muitos produtos acabam por se deteriorar nos campos, devido ao mau estado das vias. Estamos muito satisfeitos, porque observávamos, com alguma tristeza, que o que a gente conseguia colher infelizmente não chegava aos mercados”, precisou.
O sector do Luculo, com cerca de dois mil habitantes, está situado numa zona privilegiada e, antes da proclamação da independência nacional, nunca beneficiou de qualquer infra-estrutura social. Por lá, passa o comboio do Caminho-de-Ferro de Benguela.
O Programa de Investimentos Públicos (PIP)  permitiu o desenvolvimento do sector, que passou a contar com uma escola para o ensino primário, com 10 salas de aula,  posto médico, esquadra da Polícia e uma antena de telefonia móvel da Unitel.

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