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Casos de tuberculose aumentam no Moxico

Daniel Benjamim | Luena

A falta de medicamentos, para o tratamento inicial de doentes com tuberculose, está a provocar o aumento do número de pacientes com esta doença, disse ao Jornal de Angola a directora clínica do hospital sanatório do Luena.

Unidades sanitárias da província têm dificuldades para tratar doentes com tuberculose
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Clementina Vumbi informou que o hospital tem actualmente 37 pacientes internados, entre eles 21 homens e 12 mulheres. “Entre estes doentes, alguns não têm familiares identificados e o hospital é obrigado a cuidar inteiramente deles. Por outro lado, o hospital controla 665 pacientes que recebem tratamento ambulatório”, disse.
A responsável fez saber que, durante o  primeiro trimestre deste ano, o hospital internou 80 pacientes e deu alta a 38, tendo registado  22  casos de óbitos.  No ano passado foram diagnosticados 235 doentes, dos quais 48 acabaram por falecer.
A directora clínica disse que a instituição que dirige  não recebe regularmente medicamentos por alegada falta de verbas. “Para  evitar o pior, a direcção do hospital entrega as receitas aos familiares dos doentes internados para que adquiram os medicamentos em farmácias. Mas convém notar que nem todas as famílias têm possibilidade para comprar medicamentos”, deplorou, para acrescentar,  “os medicamentos para o tratamento da tuberculose são muito caros”.
Quanto à alimentação, a responsável disse que o Hospital Sanatório não dispõe de condições para oferecer refeições adequadas aos doentes. “Quem tem esta doença deve alimentar-se bem. O arroz branco que servimos  não é próprio para um doente com tuberculose”, esclareceu.
Clementina Vumbi sublinhou que “qualquer tosse que perdura mais de duas semanas, deve constituir motivo para a pessoa visada  procurar imediatamente o Hospital Sanatório, para evitar que haja complicação em caso de se tratar de tuberculose”.

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