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Chuvas ameaçam habitações

Samuel António | Luena

As chuvas que caem quase diariamente na província do Moxico estão a provocar prejuízos. Destroem casas e infra-estruturas sociais, aumentam as ravinas, inundam campos agrícolas e vias de acesso.

Várias casas foram destruídas deixando ao relento muitas famílias
Fotografia: Daniel Benjamim

As chuvas que caiem quase diariamente na província do Moxico estão a provocar enormes prejuízos, como destruição de casas e de infra-estruturas sociais, aumento de ravinas, inundação de campos agrícolas e de vias de acesso.
Fernando Chissola, responsável por uma família de14 elementos, disse, ao Jornal de Angola, que perdeu quase tudo, porque, “depois de sentir um movimento estranho numa das paredes, a primeira preocupação foi colocar a família fora da casa, que não tardou a desabar”.
“Perdemos tudo que tínhamos porque a forma como a casa caiu não deu nenhuma possibilidade de salvarmos o que tínhamos lá dentro, a não ser as nossas vidas”.

Perigo à vista

Caso as chuvas continuem a cair com a mesma intensidade, mais de 300 casas já identificadas nas zonas consideradas de risco, podem desabar, referem dados da Comissão Provincial da Protecção Civil.
A maioria das pessoas afectadas não dispõe de recursos financeiros para arranjar local onde viver, uma vez que os “preços das casas para alugar, neste tempo de chuvas, são bastante altos”.
João Sapalo, que vivia no bairro Capango, está nessa situação. “Não há possibilidade de alugar uma casa por questões financeiros e também porque não aparecem com facilidade devido à procura”, disse.
Dados da Comissão Provincial da Protecção Civil referem que um dos maiores problemas da cidade do Luena é a falta de drenagem das águas pluviais, o que tem contribuído para formação de novas ravinas e progressão das que já existem. A construção desordeira, por falta de acompanhamento por parte da administração municipal, está na origem de muitas lacunas em termos de urbanização, permitindo que haja casas sobre passagens das águas pluviais.
A Comissão Provincial da Protecção Civil, que está a fazer o levantamento das vítimas das últimas enxurradas, anunciou que foram dados alguns apoios em termos de chapas de zinco e bens alimentares às 120 famílias afectadas pelas cheias do ano passado, apurou a nossa reportagem.

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