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Chuvas desalojam famílias

Lino Vieira| Luena

Mais de 200 famílias ficaram sem abrigo, nos bairros do Aço e  4 de Fevereiro, na cidade do Luena, em consequência das chuvas que se abateram, na sexta-feira e no sábado, sobre a região, onde chove quase todos os dias.
“Além da destruição de casas, as chuvas do último fim-de-semana provocaram também o aumento de ravinas e deixaram as zonas residências alagadas.

A zona onde estão a ser alojadas as famílias afectadas necessita de mais condições
Fotografia: Daniel Benjamim| luena

Mais de 200 famílias ficaram sem abrigo, nos bairros do Aço e  4 de Fevereiro, na cidade do Luena, em consequência das chuvas que se abateram, na sexta-feira e no sábado, sobre a região, onde chove quase todos os dias.
“Além da destruição de casas, as chuvas do último fim-de-semana provocaram também o aumento de ravinas e deixaram as zonas residências alagadas”, disse o vice-administrador do Moxico, Bento Paulino Luembe, acrescentando que as zonas periféricas da cidade do Luena são as mais afectadas. A população das referidas zonas, esclareceu, diz estar insegura, pela dimensão dos estragos causados pelas constantes quedas pluviométricas. 
A Administração municipal do Moxico montou 60 tendas para acudir os sinistrados, mas o número é ainda insuficiente, tendo em conta o aumento constante de casos de pessoas afectadas pelas chuvas.
Augusta Chilombo, de 49 anos, tem 11 filhos. Perdeu  a casa e outros  bens na última enxurrada e disse à nossa reportagem que a tenda que lhe foi atribuída pela Comissão Provincial de Protecção Civil  não chega para albergar toda a família. Na sua opinião, as condições de alojamento disponibilizadas pela administração municipal são precárias, devido à falta de postos médicos, centros de saúde e escolas nas zonas onde estão acampados os cidadãos afectados.
Jóia Gonçalves, residente no bairro do Aço, disse à nossa reportagem que vive a escassos metros de uma ravina e caso as chuvas continuem com a mesma intensidade a sua casa pode desabar. “Estou sem saber o que fazer. Quando imagino o local onde estão a ser alojadas as pessoas e as condições existentes, prefiro manter-me na minha casa, independentemente das situações que possam advir”.  
Bento Paulino Luembe, depois de visitar as zonas consideradas de risco, disse que as próximas chuvas podem deixar mais famílias sem casa, por isso pediu mais apoio às estruturas superiores, em termos de tendas, bens alimentares e material de construção, para ajudar a minimizar a situação dos sinistrados.

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