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Cidade do Luena corre risco de ser "engolida"

Lino Vieira

O aumento de ravinas nos bairros Zorró, Kwenha, Bomba, Popular e Aço, arredores da cidade do Luena, província do Moxico, coloca em perigo a população, infra-estruturas sociais e a circulação rodoviária.

Ravinas no Luena perigam vidas humanas e infra-estruturas
Fotografia: Daniel Benjamim | Edições Novembro

O Jornal de Angola fez uma ronda às zonas de risco e ouviu o lamento e gritos de socorro de várias famílias, que pedem ao governo medidas urgentes para se estancar as ravinas, que ameaçam dividir a cidade do Luena. A situação é mais preocupante para os moradores que residem nas bermas das ravinas do bairro Aço, colocando em risco as crianças que lá brincam e os idosos, sendo os mais vulneráveis.
O problema existe há já vários anos e tende a ficar cada vez mais complicado, principalmente em épocas chuvosas, causando muitos constrangimentos aos munícipes.  O perigo é visível, mas muitas famílias continuam a viver nas áreas de risco, pedindo ao governo no sentido de construir casas para o seu realojamento.
O jovem Mbuta Cathuthu, de 39 anos, residente no Bairro Aço, disse que está muito preocupado com a situação, sobretudo nesta época de chuva, pois as ravinas têm criado vários constrangimento à sua família. Inês Augusta afirmou que nasceu e cresceu no bairro Aço, mas ao lado da casa onde vive surgiu uma ravina, que põe em perigo a sua família e a população, que aguarda por realojamento, prometido pela administração municipal, desde 2005.
Félix Capita Muhengue,  de 33 anos, apelou ao governo no sentido de criar mecanismos para a resolução do problema, que pode causar danos humanos, acrescentando que duas chuvas são suficientes para a sua casa ser engolida pelas ravinas.
As  ravinas existentes no Luena sofreram sempre trabalhos paliativos, mas, nos últimos anos, as chuvas provocaram o seu alastramento.

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