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Crianças órfãs do Luena recebem bens

Lino Vieira | Luena

Um grupo de 19 crianças órfãs e pertencentes a uma família do bairro Alto Luena, na província do Moxico, receberam ontem bens de primeira necessidade, numa iniciativa da Televisão Pública de Angola (TPA) e de empresários locais.

Os meios conseguidos vão ajudar a reduzir as dificuldades de alimentação
Fotografia: Jornal de Angola

Entre os bens contemplados constam produtos alimentares, vestuário, cozinha e higiene, como arroz, açúcar, massa, fuba, óleo vegetal, chouriço, salsicha, feijão, leite, gasosas e sumos, roupas usadas, cobertores e panelas.
Verónica Malamba, 64 anos, a avó das crianças órfãs, agradeceu a iniciativa da organização, visto a ajuda ir minimizar, em grande medida, os problemas a­limentares que as crianças têm enfrentado até agora.
A mais velha afirmou que não tem sido fácil cuidar dos netos, desde que os pais faleceram, e aproveitou para lançar um apelo às entidades de boa fé no sentido de continuar a apoiar as crianças, sobretudo em matéria de estudos.
O director interino da Televisão Pública de Angola no Moxico, Ernesto Ramiro, que promoveu a campanha de recolha de donativos, acredita que os meios conseguidos vão ajudar, de certa forma, a reduzir as dificuldades da alimentação das crianças, mas salientou a necessidade de estes apoios prosseguirem.
“Vamos continuar a fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudarmos a criar estes meninos, através da promoção de mais campanhas deste género. Sabemos que não temos muito para oferecer, mas a nossa determinação em querer vencer mais este obstáculo é maior”, assegurou o responsável da estação televisiva.
O empresário Frederico Lucas garantiu à família necessitada que vai fornecer todos os dias, por tempo indeterminado, cerca de 40 pães para assegurar o pequeno-almoço das crianças. Além destas ajudas, a direcção provincial de Assistência e Reinserção Social do  Moxico está a construir uma casa com três quartos, uma sala e cozinha, para acolher a avó e as crianças, com idades entre os dois e os 14 anos.
Neste momento, constatou o Jornal de Angola, os menores enfrentam igualmente problemas com a saúde, habitação, formação escolar, principalmente com a falta de material didáctico do ensino ensino primário, em que estão inseridos.

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