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Defendida maior protecção às crianças

Leonilde Cahilo | Luena

O Instituto Nacional da Criança no Moxico vai implementar neste ano acções de defesa e dinamização da rede de protecção de crianças, disse a directora provincial da instituição, Fátima Zangata.

Instituição trabalha com todos os intervenientes na defesa dos direitos dos menores e leva ao conhecimento da população a legislação em vigor
Fotografia: António Soares | Edições Novembro

Em entrevista ao Jornal de Angola, Fátima Zangata reconheceu que há crianças submetidas a maus-tratos e garantiu que o Executivo tem estabelecido mecanismos para conter todos os abusos cometidos contra menores.
A responsável assegurou que o INAC vai usar instrumentos legais para combater a violência doméstica, onde muitas vezes o alvo é a criança.
A instituição vai continuar a trabalhar com todos os intervenientes na defesa dos direitos das crianças e levar ao conhecimento da população a legislação em vigor, por meio de palestras e debates. “Para termos um futuro promissor é preciso dar à criança tudo o que ela merece, começando pela educação, saúde e o seu bem-estar social”, destacou.
Fátima Zangata lembrou que o Governo da província tem feito enormes esforços para materializar os 11 compromissos da criança, com a construção de escolas, centros de saúde e de lazer em todos os municípios. No ano passado, o Instituto da criança registou no Moxico dois casos de fuga à paternidade, contra quatro do ano anterior. O número reduzido de casos deve-se à falta de denúncia por parte dos lesados e da população em geral.
Fátima Zangata disse que uma das causas da fuga à paternidade tem sido a separação do casal e outros conflitos domésticos, cujo principal alvo têm sido os filhos.
A directora do Instituto Nacional da Criança no Moxico aconselhou os pais a separarem as desavenças conjugais da ligação com os descendentes.

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