Províncias

Especialista defende que a guerra impediu educação sobre Ambiente

Samuel António| Luena

A guerra foi um dos principais factores que dificultou o avanço dos projectos ligados à conservação do meio ambiente junto das comunidades, pois havia outras prioridades, reconheceu, no Luena, o chefe provincial do Moxico do Departamento de Urbanismo e Ambiente, Rosário Pita Chipango.

Director provincial do Urbanismo e Ambiente
Fotografia: Daniel Bejamin | Luena

A guerra foi um dos principais factores que dificultou o avanço dos projectos ligados à conservação do meio ambiente junto das comunidades, pois havia outras prioridades, reconheceu, no Luena, o chefe provincial do Moxico do Departamento de Urbanismo e Ambiente, Rosário Pita Chipango.
Em declarações ao Jornal de Angola, Rosário Chipango sublinhou que “apesar de ser uma matéria nova e complexa, o Governo Provincial tem sabido assumir e vem melhorando substancialmente as suas políticas ambientais junto das populações”.
Rosário Chipango defende que se a população tiver consciência das consequências provocadas pelas queimadas, a caça furtiva e a desmatação das florestas, “temos menos riscos resultantes do desequilíbrio ecológico”.               
O responsável pelo Ambiente no Moxico está preocupado com a ausência de um aterro sanitário no Luena: “essa iniciativa é da responsabilidade da Administração Municipal e o Departamento de Urbanismo e Ambiente aparece apenas para ajudar em alguns aspectos técnicos.” Rosário Chipango referiu que a Administração Municipal já identificou uma área a cinco quilómetros da cidade do Luena, para a deposição de resíduos sólidos.
O técnico de ordenamento do território, Higino Isaac, referiu que a falta de um aterro sanitário para a deposição dos resíduos sólidos constitui um atentado ao meio ambiente e à saúde humana: “estamos numa zona urbana onde os níveis de produção de lixo são muito altos, devido a maior concentração populacional. Quando o lixo produzido é depositado em qualquer lugar pode provocar problemas de saúde e a degradação do solo”.
Em Janeiro, acrescentou, o Departamento do Ambiente do Moxico promoveu uma campanha de plantação de árvores, no Instituto Médio de Administração e Gestão, na Escola Comandante Ngola e na comuna de Lucusse, mas o projecto paralisou por falta de plantas nos viveiros do Instituto de Desenvolvimento Florestal.
 “É preciso educar as pessoas a evitar práticas como a desmatação, poluição dos rios, com a deposição de resíduos sólidos, lavagem de viaturas junto das margens ou queimadas, que podem provocar o aquecimento global, e outras práticas que colocam em risco a biodiversidade”, afirmou o ambientalista José Chimbuende.
José Chimbuende disse ainda que a empresa de saneamento básico da cidade do Luena “deposita o lixo de forma desordenada”. 

Tempo

Multimédia