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Ex-militares incentivados a praticarem artes e ofícios

Os filiados da Associação de Apoio aos Combatentes das ex-FAPLA foram incentivados, na terça-feira, pelo presidente da agremiação, António Fernando Samora, a praticarem a alfaiataria, carpintaria, sapataria, escultura, tecelagem, jardinagem, para contribuírem na sua auto-sustentação.

Programa visa melhorar a vida dos desmobilizados
Fotografia: João Gomes ! Edições Novembro

António Fernando Samora, que discursava no acto central nacional das comemorações do 43. º aniversário da proclamação das FAPLA e do 16.º da criação da Associação de Apoio aos Combatentes das ex-FAPLA, sugeriu  que os antigos combatentes também podem enveredar pela agricultura, comércio, pescas e  artes e ofícios.
António Fernando Samora disse que o cooperativismo deve continuar a ser uma prática de organização indispensável para se atingir bons resultados num curto espaço de tempo e com benefícios equitativos para os seus membros. “Ainda faltam instrumentos de trabalho adequados, tais como catanas, enxadas, alfaias, tractores, adubos e fertilizantes, cuja aquisição está condicionada à crise económica mundial que assola o país.”
Por sua vez, a governadora provincial em exercício, Maria Germana António, disse que o acto é uma “soberana oportunidade para homenagear os grandes feitos protagonizados pelo povo heróico, desde a luta de libertação até a conquista da Independência Nacional   e da paz, em 4 de Abril de 2002. "O Governo vai continuar a contribuir nos vários projectos e programas que estão a ser desenvolvidos pelo Executivo, para a melhoria das condições sociais da população."   Durante o acto, foram entregues diplomas a antigos combatentes e a  funcionários da delegação provincial da Associação de Apoio aos Combatentes das ex-FAPLA.
Criada a 10 de Janeiro de 2001, a  Associação de Apoio aos Combatentes das ex-FAPLA  tem como missão identificar e registar as principais dificuldades e necessidades sociais que os antigos militares enfrentam.

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