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Faltam docentes no Moxico

Samuel António | Luena

Ao todo, 45 escolas, das 94 construídas na província do Moxico em 2012, no âmbito do cumprimento do programa especial do Presidente da República, não funcionam por falta de professores, revelou ontem, no Luena, o director provincial da Educação.

Abel Jones Pique disse ao Jornal de Angola que o número de escolas existentes sem professores é muito elevado e que precisam do seu funcionamento para atender vários alunos em diferentes subsistemas de ensino.  A construção destes empreendimentos, explicou, foi possível graças a visita do titular do poder Executivo à província do Moxico, que ficou informado sobre o número de 45 mil crianças que se encontravam fora do sistema de ensino por falta de escolas na província, em 2012. 
O director provincial  da Educação sublinhou que, para resolver o problema das escolas construídas a nível da província, Moxico foi contemplado, através do concurso público de 2014, com 3.014 vagas, mas, por razões financeiras, resultantes da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, tais vagas ainda não foram preenchidas.
Para minimizar as dificuldades que o sector enfrenta, foram apurados, para entrar em funcionamento neste ano lectivo, 695 efectivos, entre os quais 373 professores e 322 técnicos auxiliares administrativos, número insuficiente, segundo o responsável, para atender o actual momento que a província vive. Segundo Jones Abel Pique, o sector registou, nos últimos anos, o falecimento de 179 professores, 136 reformados, 66 casos de abandono, 62 em comissão de serviço em diversas instituições, 34 em regime de destacamento e 28 transferidos.
“Para além dos que pretendemos admitir, o número de professores mencionados já não faz parte do quadro orgânico do sector da Educação na província e as vagas deixadas  nas escolas por onde leccionavam precisam ser preenchidas”.        

Concurso público


O director da Educação no Moxico afirmou que, se as vagas do concurso público feito em 2014 fossem consideradas, o sector na província teria o problema da falta de professores resolvido.
Para se manter o pleno funcionamento de todos os subsistemas de ensino a nível da província, tendo em conta o número de infra-estruturas escolares, o Moxico necessita, pelo menos, de 2.611 novos professores, uma vez que se prevê, para o próximo ano lectivo, o ingresso de 65 mil novos alunos.  
Jones Abel Pique mostrou-se optimista e encorajou todos os cidadãos concorrentes, que por razões financeiras não foram apurados, para não perderem a esperança, pois o ministro da Educação, na sua mensagem de fim do ano, fez referência às vagas existentes, em função das escolas que o Executivo construiu nos últimos dois anos na província do Moxico.

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