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Fiéis reforçaram as reservas no Hospital Geral do Moxico

Kapalo Manuel| Luena

As reservas de sangue a nível do Hospital Geral do Luena estão mais reforçadas, desde ontem, depois de um grupo de 140 fiéis da Igreja Missão Pentecostal Internacional em Angola doar o produto à instituição sanitária da província do Moxico.

Casos de transfusão tendem a aumentar
Fotografia: Kindala Manuel| Edições Novembro

Numa iniciativa da Associação Provincial dos Dadores de Sangue do Moxico, em parceria com a operadora de telefonia móvel Unitel, a doação visou atenuar as dificuldades que o centro de hemoterapia do referido hospital enfrenta no atendimento de doentes que necessitem deste produto.
O responsável da Associação Provincial dos Dadores de Sangue, no Moxico, António Pinto Matabicho, agradeceu o espírito de solidariedade da igreja, tendo afirmado que o hospital geral, por ser a única unidade a fazer transfusões, necessita de grandes quantidades de sangue, para acudir as várias situações de emergência.
O responsável da hemoterapia do Hospital Geral do Moxico, Cândido Francisco Daniel, disse que a iniciativa da Unitel e da Associação Provincial de Sangue é o exemplo claro que todos devem seguir, para se evitar a carência do produto que se faz sentir naquele estabelecimento hospitalar.
O pastor da igreja, Alexandre Caiombo Salvador, disse que a sua agremiação religiosa, enquanto parceira do Estado, vai continuar a trabalhar para a resolução de alguns problemas pontuais que a sociedade enfrenta no seu quotidiano.
Alexandre Salvador considerou de extrema importância o acto dos fiéis, uma vez que a igreja é um organismo que está inserido na sociedade e deve prestar o seu contributo para o bem da própria sociedade, onde a religião está inserida.
O pastor afirmou que o amor a Deus reflecte o bem que cada um deve prestar ao próximo. “Aquele que não ama o seu próximo jamais amará a Deus, que nunca conheceu”, disse.
Alexandre Salvador apelou às outras denominações religiosas a seguirem o mesmo exemplo, pois o momento que o país vive precisa de ajuda de toda a sociedade, para acudir algumas situações, principalmente nos centros hospitalares onde constantemente se ouvem clamores de socorro.
“Os líderes das comunidades não devem apenas esperar pelo convite, uma vez que o momento que vivemos necessita de pessoas com iniciativas, para dar respostas às grandes preocupações que ainda afligem as populações”, rematou o pastor.

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