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Fuga à paternidade preocupa o Ministério Público

José Rufino | Luena

O elevado número de casos de fuga à paternidade, registado nos últimos anos na província do Moxico, está a preocupar o Ministério Público e os órgãos de aconselhamento da direcção provincial da Família e Promoção da Mulher

O elevado número de casos de fuga à paternidade, registado nos últimos anos na província do Moxico, está a preocupar o Ministério Público e os órgãos de aconselhamento da direcção provincial da Família e Promoção da Mulher
O procurador da região militar Leste, Carlos José da Conceição, disse na quinta-feira, no Luena, que a fuga à paternidade e a abstenção do progenitor em assumir a responsabilidade do filho, passando o menor a suportar todo o calvário resultante desta situação, constitui crime. Carlos José da Conceição, que dissertava sobre o tema “A fuga à paternidade e o papel do Ministério Público”, numa palestra enquadrado nos festejos do 32º aniversário da Procuradoria Geral da República, acrescentou que a perda dos valores morais por parte de certos progenitores e o desvio de condutas são as principais causas da fuga à paternidade, que tem influenciado negativamente o desenvolvimento dos menores.
“A falta de um elemento da família, particularmente o pai, causa ao menor um desvio de conduta, criando nele um sentimento de rejeição por todos os que o rodeiam. O trauma reduz a auto-estima e deixa a criança vulnerável a várias situações”, disse o procurador.
Durante a sua intervenção, Carlos José da Conceição disse ainda que o menor que convive com a falta de responsabilidade dos pais é propenso a tornar-se um indivíduo em conflito com a lei.

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