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Hospital Municipal do Moxico está degradado e pode desabar

Samuel António| Luena

O edifício do Hospital Provincial do Moxico está em risco de desabar em virtude do seu elevado estado de degradação, afirmou ontem o director clínico da unidade Bento Calala.

O edifício do Hospital Provincial do Moxico está em ruínas e necessita de obras urgentes de reabilitação
Fotografia: Daniel Benjamim

O edifício do Hospital Provincial do Moxico está em risco de desabar em virtude do seu elevado estado de degradação, afirmou ontem o director clínico da unidade Bento Calala.
O hospital já existe  há 42 anos e  tem fissuras nas paredes. Bento Calala considera urgente a reabilitação e ampliação do edifício: “nós temos feito a nossa parte que é tratar os doentes. A reabilitação depende do governo”.
O médico acrescentou que no tempo das chuvas a situação piora devido às constantes penetrações das águas nas enfermarias e outros serviços do hospital, porque o telhado do edifício precisa de obras urgentes.
“No tempo das chuvas, quando há infiltrações pelo telhado, somos obrigados a mudar
os pacientes para as áreas onde existem as mínimas condições e temos de proteger os equipamentos para não apanharem água.”
O vice-governador do Kwanza-Norte para a Organização e Serviços Técnicos sublinhou a existência de um plano do Governo Provincial para a construção de uma nova unidade hospitalar, mas desconhece a data do arranque das obras. Os responsáveis da unidade hospitalar estão à espera da concretização do projecto para dar maior dignidade aos técnicos que trabalham hospital e para o bem-estar dos doentes.
O director clínico do Hospital Provincial acrescentou que além da degradação das instalações, que ameaçam ruína. Há outros problemas graves que exigem solução imediata: “temos problemas no transporte de medicamentos, falta de técnicos e de água potável”.
Bento Calala informou que para maior segurança hospitalar e dos doentes, estão a ser vedadas todas as áreas para permitir uma única entrada e evitar que opátio do edifício esteja exposto aos assaltos, principalmente no período nocturno.
Apesar das dificuldades, o director clínico do Hospital Provincial do Moxico referiu que a unidade tem um laboratório de análises, o que é um avanço em relação ao passado: “antes os doentes tinham de deslocar-se para fora da província, agora estamos equipados para fazer análises e ecografias”.
Para dar resposta ao crescente número de pacientes que ocorrem ao único hospital existente na cidade do Luena, Bento Calala propõe que os médicos percorram os postos médicos da periferia, para que os casos mais fáceis sejam tratados localmente.
O hospital tem 250 camas e a assistência é assegurada por 176 enfermeiros, 23 médicos, dos quais 21 estrangeiros. A malária, diarreias agudas e doenças respiratórias são na época do cacimbo os maiores casos sanitários, com maior incidência nas crianças.
Diariamente, o banco de urgência atende mais de cem doentes. Os acidentes de viação lideram a lista de situações de emergência que chegam ao hospital, que está a preocupar as autoridades sanitárias locais.

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