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Hospital Sanatório necessita de fármacos

Narciso Chicuco | Luena

O Hospital Sanatório do Moxico está a enfrentar problemas para tratar os doentes internados, por carência de medicamentos, nos últimos tempos, disse ontem, no Luena, a directora clínica da unidade sanitária.

Falta de medicamentos cria transtornos no Moxico
Fotografia: Miqueias Machangongo | Edições Novembro

Clementina Vimbi lamentou os transtornos que a falta de medicamentos está a causar, principalmente por afectar em grande medida a capacidade de resposta aos casos que surgem.
Durante o primeiro semestre, o sanatório registou um total de 106 casos de tuberculose em 1.659 consultas realizadas, além de 17 óbitos. Clementina Vimbi disse que os dados acima referidos representam uma pequena diminuição de casos de tuberculose, embora não tenha avançado números de igual período do ano transacto. O hospital tem uma capacidade de internamento de 50 camas e regista diariamente o mesmo número de consultas diárias.
A directora clínica apelou aos familiares que costumam  abandonar os seus parentes doentes no hospital para evitarem esta prática, uma vez que “o sanatório não é um centro de acolhimento”.
Pelo facto de ser o único hospital sanatório na Província do Moxico, Clementina Vumbi pediu às autoridades ajudarem a unidade a sair da situação em que está.

Educação sanitária

Mais de cinco mil famílias das áreas rurais de Camanongue, Luau e município sede  da província do Moxico beneficiaram, no primeiro semestre deste ano, de educação sanitária e tratamento da malária simples, em acção promovida pelos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário.
Financiada pelo Fundo de Apoio Social (FAS), a acção, segundo o seu director, Simão Baita Paiata, além de diagnosticar e tratar a malária simples, permitiu fazer o acompanhamento sanitário às famílias da região, com realce para as crianças de zero aos cinco anos.

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