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Hospital Sanatório no Luena necessita de medicamentos

Narciso Chicuco | Luena

O Hospital Sanatório do Moxico está a enfrentar grandes dificuldades para atender doentes com tuberculose, que se encontrem na primeira fase de tratamento, por falta de fármacos, lamentou ontem, na cidade do Luena, a directora clínica da instituição clínica.

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Fotografia: Santos Pedro| Edições Novembro

Clementina Vumbi disse que a falta de medicamentos para administração da primeira dose inicial de tratamento de doentes com tuberculose tem contribuído para o surgimento de novos casos a nível da província do Moxico.
Para dar seguimento ao tratamento completo da doença, o Programa de Luta contra a Tuberculose estabelece um prazo ininterrupto de 60 dias, explicou a directora clínica.
Em entrevista ao Jornal de Angola, Clementina Vumbi apelou a população para evitar recorrerem ao tratamento tradicional para combater a tuberculose, uma vez que as unidades sanitárias da região dispõem de técnicos para resolver problemas ligados à doença.
A directora clínica avançou que, no ano passado, foram diagnosticados 4.360 casos de tuberculose contra os 4.056 do período anterior. Na etapa em análise, pelo menos houve 146 altas e 64 óbitos.
A responsável referiu que o sanatório registou a entrada de 23 pacientes, neste mês de Janeiro, com cinco outros casos de abandonados.
Quanto ao abandono  do tratamento, Clementina Vumbi referiu que os doentes, na maioria das vezes, deixam de ir ao hospital por falta de apoio familiar.

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