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Mais estradas asfaltadas

José Rufino | Luena

As obras de construção dos troços rodoviários Luena/Lumeje e Cameia/Luzi-Cangamba, numa extensão de 99 e de 174 quilómetros, começam em breve e ficam concluídas dentro de dois anos.

Para dar início à empreitada, o Ministério da Construção procedeu, na cidade do Luena, à consignação das obras.
O vice-governador para Infra-estruturas, Manuel Lituai, disse que a reparação da estrada tem sido a grande preocupação das autoridades da província, pelo que a sua execução depende exclusivamente da disponibilidade de verbas.
“Pretendemos ligar as sedes municipais à capital da província e depois prosseguirmos com troços que ligam às comunas e sedes municipais. Trata-se de um esforço gigantesco que deve ser feito para podermos combater a pobreza no seio da população”, salientou.
O administrador da empresa portuguesa CMC, Teixeira dos Santos, encarregue da construção do troço Luena/Lumege e Cameia, assegurou que estão criadas todas as condições para ainda este mês se dar início aos trabalhos.

Centro de reabilitação


O Centro de Reabilitação Física do Luena, no Moxico, paralisou os serviços por falta de material ortopédico, situação que tem criado grandes constrangimentos a centenas de pacientes que são assistidos diariamente naquela unidade sanitária. O administrador do centro, Fernando Zola Tange, lamentou o facto de não poder satisfazer os pacientes por inexistência de material, recordando que se trata do único hospital a nível do país que não dispõe de um orçamento para o seu normal funcionamento, daí a gravidade da situação.
“Sinto-me bastante preocupado porque a paralisação do centro tem criado sérios embaraços aos doentes que dependem unicamente destes serviços. Não existe ainda um horizonte temporal de se ultrapassar a crise, mas espera-se das instâncias de direito uma maior atenção ao caso”, salientou.  
Fernando Zola disse que na ausência do material de reabilitação, os técnicos são obrigados a executar pequenos trabalhos que não exigem a substituição de peça no aparelho do paciente.
Para atenuar esta situação, esclareceu que alguns pacientes têm sido evacuados ao Centro de Reabilitação Física do Bié para aquisição de novas próteses, situação que devia ser resolvido localmente, caso o centro tivesse material para o efeito.
Apesar das dificuldades, os técnicos têm cumprido o seu papel na medida do possível.
 O Centro de Reabilitação existe há 19 anos e foi fundado pela organização não-governamental Americana VVAF, que atendia na altura as províncias do Leste e algumas zonas circunvizinhas do Bié e Cuando Cubango.

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