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Malária causa mortes no hospital do Moxico

Narciso Chicuco| Luena

Um total de 5.370 casos de malária foi registado no mês de Janeiro deste ano, 15 dos quais resultaram em morte, das 8.760 consultas realizadas no Hospital Municipal do Moxico, informou ontem o director da unidade sanitária.

Bento Calala disse ao Jornal de Angola que foram ainda diagnosticados 19 casos de infecções intestinais, 79 de hipertensão arterial, 70 de conjuntivite, 1.627 de doença respiratória aguda, 363 de febre tifóide, 88 de gastrite e 1.144 de patologias associadas.
O responsável hospitalar reconheceu que a malária é das patologias mais frequentes na região, principalmente neste período chuvoso, situação que continua a preocupar as entidades sanitárias da província.
Sublinhou que o Hospital Municipal do Moxico atende, em média, mais de 200 pacientes por dia, um número que, segundo o responsável, pode ser alterado, devido às fortes chuvas que se fazem sentir na província, que trazem consigo consequências graves para a saúde dos habitantes. Para os meses de Março e Abril, garantiu, serão redobrados esforços, criando  medidas para contrapor a força da malária, que tem sido responsável por mais mortes, principalmente de crianças.
Bento Calala disse que há uma maior preocupação do corpo clínico em passar informações úteis aos doentes e seus familiares quanto à prevenção da malária, embora tenha reconhecido que muitos preferem ignorar, facilitando a penetração da doença no organismo.
Por falta de um banco de sangue no Hospital Municipal do Moxico, muitos doentes são transferidos para o Hospital Central, onde recebem tratamento adequado. O director do Hospital Municipal do Moxico apelou à população no sentido de procurar sempre uma orientação médica, antes de tomar qualquer posição, pois, referiu, o hábito de automedicação e a chegada tardia à unidade sanitária  complicam o trabalho do corpo clínico e a vida do próprio paciente.

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