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Malária continua como principal doença

Mais de cem pessoas entre crianças e adultos morreram em 2016, no hospital municipal dos Bundas, província do Moxico, vítimas de malária, informou no sábado o director da saúde da circunscrição.

Incumprimento das medidas profilácticas por parte da população foi apontado como sendo a causa do aumento de óbitos
Fotografia: Weza Pascoal | Edições Novembro

Orlando Duarte disse à Angop que comparativamente ao igual período de 2015, no ano passado houve um aumento de 116 óbitos, referindo que a unidade hospitalar diagnosticou e assistiu 8.266 pacientes que padeciam de patologias diversas, dos quais 8.110 tiveram alta por melhorias.
O incumprimento das medidas profilácticas por parte da população foi a causa do aumento de óbitos por malária na região pelo que apelou aos habitantes a continuarem a prevenir a doença através do uso de mosquiteiros, repelentes e a destruição de reservatórios de água, capim em volta dos quintais e resíduos sólidos.
A malária, doenças diarreicas agudas e amigdalites, segundo o director municipal da saúde, foram as patologias mais frequentes na região, no período em análise.
Situado a 356 quilómetros a sul da cidade do Luena, o município dos Bundas conta com 12 unidades sanitárias distribuídas em seis comunas, das quais um hospital municipal, três centros médicos e oito postos médicos que asseguram um universo de 65.764 habitantes.

VIH/Sida


Sessenta e cinco pessoas, entre homens e mulheres, morreram de VIH/Sida, de Janeiro a Dezembro de 2016, no Hospital Municipal dos Bundas, mais 63 óbitos em relação a 2015. Os dados foram avançados na sexta-feira pelo director municipal de Saúde, Orlando Duarte, afirmando que a situação é preocupante e medidas estão a ser gizadas para se inverter a situação. Destacou a promoção de acções de educação comunitária em escolas, igrejas e outros pontos de maior fluxo populacional, com vista a informar a população sobre as formas de prevenção e de contágios da infecção. A malária, doenças diarreicas agudas e a amigdalites são apontadas como as patologias mais frequentes.

Saúde em Calandula


A directora municipal da saúde de Calandula, Julieta Diogo, considerou sexta-feira que o trabalho em equipa e a humanização dos cuidados de saúde são as prioridades do sector para este ano, com vista à melhoria do atendimento aos pacientes.
Falando sobre as perspectivas para 2017, a responsável disse ser necessário a colaboração e dedicação de todos os técnicos de saúde e de outros profissionais, para a concretização desse desiderato, bem como a continuidade dos projectos já em curso no sector, rumo à salvaguarda da integridade dos doentes. Por esse facto, apelou ao corpo clínico do hospital municipal de Calandula a manter-se sempre preparado para acudir situações e todos os casos que se vão registando na unidade, mas agindo sempre juntos em equipa multidisciplinar para poder dar respostas imediatas e acertadas aos problemas dos utentes dos serviços sanitários.
A directora administrativa do hospital de Calandula, Domingas Filomena, realçou que o município não apresenta quadros alarmantes de saúde, mas garantiu que muito ainda há por se fazer, para unificar os esforços para prevenir determinadas situações.
“Daremos continuidade ao atendimento personalizado, prestar maior atenção e dar uma boa assistência médica e medicamentosa aos utentes”, garantiu, considerando a malária, hipertensão arterial, doenças diarreicas e respiratórias agudas como as principais patologias na região.
O município de Calandula em Malanje tem uma extensão territorial de 7.032 quilómetros quadrados e conta com as comunas de Cuale, Cateco-cangola, Kota e Kinji. A sua população é estimada em 87.017 habitantese, maioritariamente camponeses.

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