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Moxico pretende relançar o cultivo e venda de arroz

Samuel António | Luena

O Governo Provincial do Moxico promove na sexta-feira um encontro que vai definir estratégias de implementação de programas para relançar a cultura do arroz.

Fotografia: Nicolau Vasco| Edições Novembro

O encontro visa também implementar programas para alavancar o sector agrícola, aproveitando o potencial existente em solos aráveis e recursos hídricos. 

O director do Gabinete Provincial da Agricultura e Florestas, António da Silva, afirmou que a província dispõe de solos e condições climatéricas favoráveis para o cultivo do arroz e defendeu a utilização de tecnologias para aumentar a qualidade do produto.
António da Silva lembrou que a província do Moxico foi a maior produtora de arroz no país, com mais de 70 toneladas por ano, o que corresponde a um terço do que se produz actualmente em todo o território angolano.
O encontro vai colher opiniões e mobilizar esforços para a criação de condições para a instalação de uma agro-indústria forte, capaz de servir de plataforma para outras províncias da região e do país em geral.
Os participantes vão definir métodos sobre a produção pecuária e apicultura, para que se possa contar, nos próximos anos, com um sector bastante interventivo, com níveis de crescimento de produtos que atendam as necessidades da população.
“Numa região onde o maior empregador continua a ser o Governo, a implementação de programas de agricultura pode concorrer na criação de postos de trabalho”, lê-se no documento do Governo provincial.

Crescimento sustentável

A província do Moxico mostra sinais de progresso, mas tem muitos desafios pela frente, para garantir as condições essenciais básicas para a população.
Numa região fragmentada em termos de infra-estruturas básicas, com destaque para o mau estado das vias de acesso, escolas, unidades sanitárias e do fornecimento débil de água e energia, o Governo tem vindo a redobrar esforços no sentido de ver resolvidos os problemas que apoquentam a maioria dos habitantes.
Foram construídas, nos últimos anos, várias infra-estruturas de impacto social, mas ainda insuficientes para assegurar o acesso da população aos principais serviços sociais básicos.
Moxico necessita de quase tudo, as marcas da guerra que fragilizaram o seu desenvolvimento ainda são notórias em muitas localidades.
A província é habitada por gente trabalhadora, maioritariamente jovens.
Por falta de financiamentos, muitas obras de estradas encontram-se em estado de abandono, tornando impraticável o intercâmbio entre as zonas de produção agrícola e os centros comerciais.

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