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Moxico dá primazia ao sector de energia e águas

Samuel António | Luena

O Governo Provincial do Moxico assinalou como prioridades para o ano de 2017 a implementação de acções no sector de energia e águas e a conclusão das obras iniciadas em 2014, anunciou ontem, no Luena, o vice-governador para a área técnica e infra-estruturas.

Estão a ser criadas as condições para a expansão da rede de baixa e média tensão de energia bem como o aumento das ligações domiciliárias
Fotografia: António Soares | Edições Novembro

Manuel Lituai, em entrevista ao Jornal de Angola, disse que do conjunto de acções a serem executadas no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) constam a construção de redes de captação e distribuição de água potável, aquisição de geradores para o fornecimento de energia em todas as sedes municipais e comunais e a conclusão de escolas e estabelecimentos hospitalares a nível da província.
“O plano director que contempla novos projectos do Governo Provincial para 2017 está direccionado ao reforço da capacidade de fornecimento de energia e água às populações”, disse o vice-governador, acrescentando que existem vários projectos em carteira, mas o momento actual exige maior contenção de recursos financeiros.
Ao referir-se às obras inacabadas, Manuel Lituai afirmou que o Governo do Moxico vai continuar a desenvolver acções para a sua conclusão, para aumentar a capacidade de oferta em termos de infra-estruturas sociais.
Segundo o vice-governador, o plano de acções para 2017 foi concebido de acordo com o Orçamento Geral revisto, o que obrigou que grande parte dos projectos do Governo provincial fossem excluídos. Manuel Lituai lembrou que a queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional atrapalhou grande parte dos programas existentes, por ser a maior fonte de financiamento dos projectos. Falando sobre a requalificação das vias secundárias, Manuel Lituai afirmou que o Moxico possui cerca de 3 mil quilómetros de rede fundamental de estrada e deste número apenas 500 quilómetros foram asfaltados. Por falta de verbas, segundo o vice-governador, as obras nos troços Luena/Leua-Cameia, Luzi/Cagamba e Lucusse/Lumbala Nguimbo, iniciadas em 2014, estão paralisadas. Manuel Lituai sublinhou que o projecto Kora, que previa a construção de 3 mil casas na cidade do Luena, foi também obrigado a parar os trabalhos, devido aos problemas financeiros que o país está a viver.
Ainda no âmbito do programa de construção de moradias, o dirigente destacou a execução da empreitada para a construção de 400 casas na sede da província, cujo arranque está a depender da desminagem do local onde o projecto vai ser implementado. O vice-governador assegurou que a maior preocupação do Governo é colocar os serviços essenciais onde o acesso ainda é precário, como o caso das comunas dos municípios dos Bundas, Luchazes e Alto-Zambeze.
“Estamos preocupados com o modo de vida da nossa população, pois alguns projectos definidos não foram implementados devido aos escassos recursos alocados”, disse Manuel Lituai, que se mostrou optimista quanto à capacidade do Executivo em superar a crise que afecta grande parte dos programas de impacto social estabelecidos para o bem-estar da população.

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