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Número de alfabetizadores tende a diminuir no Moxico

José Rufino | Luena

A insuficiência de verbas para os subsídios dos alfabetizadores contratados pelo Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar no Moxico, neste ano lectivo, obrigou  os responsáveis a reduzirem o número de alfabetizadores na ordem dos 51 por cento, disse, ontem, o coordenador provincial do referido programa.

Alfabetização precisa de voluntários
Fotografia: Eduardo Pedro

Alberto Carlos Sambongue afirmou que, em 2015, foram contratados 941 alfabetizadores, mas, por falta de verbas, devido à situação financeira que o país está a viver, o número reduziu para 484.
O responsável adiantou que tal medida colocou fora do sistema de ensino mais de 61 mil cidadãos, entre homens, mulheres e crianças, o que vem contrariar as perspectivas traçadas pelo Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) na província.
Apesar das dificuldades existentes, Alberto Carlos Sambongue considerou proveitosa a primeira fase do programa de alfabetização, onde foram inscritos, pela primeira vez, 23.940 alfabetizados, nos módulos um e “sim eu posso”.
O coordenador do PAAE assegurou que vão contar com a sociedade civil e empresas privadas para expandir o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar em todas as áreas rurais, que ainda não foram contempladas.  “Queremos fazer um levantamento por município e comuna, para termos uma visão do número de pessoas com necessidades de aprender a ler e escrever", disse o responsável, que apontou os novos métodos de actuação para se ultrapassar o momento de crise que o sector está a viver.
Para o êxito do trabalho, o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, no Moxico, conta com a parceria de igrejas, Forças Armadas Angolanas, Ministério do Interior, ONG e outros organismos que voluntariamente prestam o seu contributo na alfabetização de cidadãos, sem qualquer remuneração.

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