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Produção de próteses parada há dois anos

José Rufino | Luena

Os serviços regionais de reabilitação física do Luena, na província do Moxico, suspendeu há dois anos, a produção de próteses, por falta de instalações para trabalhar, divulgou ontem o director técnico.

Baixa na produção de próteses está a criar embaraços aos portadores de deficiências
Fotografia: Paulo Mulaza

Samuel Orlando salientou que um dos factores que levou à paralisação da produção das próteses, situação que tem provocado grande descontentamento por parte dos portadores de deficiência, foi o facto das antigas instalações onde o centro de reabilitação funcionava com os seus equipamentos ter sido entregue ao Hospital Provincial do Moxico.
O director técnico disse que a instituição, pertencente ao Centro de Apoio à Produção e Desenvolvimento de Comunidades (CAPDC), está numa situação complicada, uma vez que a cada dia que passa, a região continua a registar aumento de acidentes de viação e vasculares, que levam à paralisia dos membros superiores e inferiores.
Em Março, salinetou o director técnico, a instituição apostou na criação de uma parceria com o centro de reabilitação do Bié, para onde são enviados alguns pacientes para serem assistidos.
Samuel Orlando informou i­gualmente que, antes da paralisação, o centro produzia todos os meses entre 20 a 30 próteses para os membros inferiores e superiores, sendo as primeiras as mais procuradas pelos utentes dos serviços daquela instituição.
Em função da situação que vive actualmente, o centro limita-se a apenas realizar sessões de massagens em pacientes que aparecem com vários casos que merecem toda a disponibilidade dos técnicos, que se empenham em encontrar soluções.
Apesar das limitações, o director técnico avançou que foram igualmente reparadas um total de 46 próteses e avaliados 44 pacientes com traumatismo por acidente e tratados 45 doentes com sequelas de AVC (acidente vascular cerebral).
O director técnico referiu, ainda, que também foram realizadas 2.019 sessões de massagens, 113 mobilizações articulares e serviços de fisioterapia.
Em função da situação, o responsável do centro apela as autoridades provinciais para que tomem medidas, no sentido de inverter o quadro.
Apesar dos problemas actuais, o director garantiu que os pacientes com problemas fáceis de serem resolvidos localmente “vão ter toda a assistência dos técnicos do centro”.

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