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Sector agrário registou progressos

Samuel António | Luena

O Moxico registou nos últimos 13 anos progressos significativos no sector agrário devido à execução de programas do Executivo, recordou ontem, no Luena, o director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Florestal.

Aumento dos níveis de produção na província do Moxico diminuem para metade a dependência de certos produtos alimentares importados
Fotografia: Daniel Benjamim

António da Silva referiu que, depois da conquista da paz, a provínciado Moxico registou “progressos consideráveis nos níveis de produção, o que permitiu reduzir para metade a dependência” de produtos alimentares importados.
O director da Agricultura realçou que o Moxico, apesar de ter enormes potencialidades agrícolas, na data da proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, não tinha hipótese de assegurar a cadeia produtiva, por falta de infra-estruturas e de recursos humanos.
“Tivemos de aprender com os próprios erros, até implementarmos projectos estruturantes para apoiar o desenvolvimento agrário”, afirmou
O responsável  disse que para tornar possível a sustentabilidade agrícola foram desenvolvidos os programas agro-pecuários de Sacassanje, Camaiangala e Luena Rega, “cujos resultados vaticinam um futuro promissor”. António da Silva declarou que os níveis de produção dos últimos anos revelam “uma certa segurança alimentar” e que a utilização “de novos mecanismos” permitem  o seu aumento.
“Os pequenos agricultores já pensam em melhorar a produção, com base em instrumentos mecanizados, para produzir não apenas para o auto-sustento, mas a contar com o mercado”, referiu.
O responsável lembrou igualmente que o Moxico tem condições climatéricas aceitáveis para o  exercício da  actividade agrícola e que o Governo Provincial identificou pólos de desenvolvimento para desenvolver outras culturas e contribuir na diversificação da economia.
A Estação de Desenvolvimento Agrário do Luena  e  os Institutos Agrários construídos e instalados no Leua, Cameia e Alto Zambeze vão dar suporte técnico para a identificação dos solos e das necessidade de camponeses. António Silva disse que o programa Sacassanje  produz diariamente 12.500 ovos por dia e em breve dispõe de dois mil caprinos. O Camaiangala, acrescentou,  produziu numa fase experimental mais de 1.600 toneladas de milho, mas o objectivo é aumentar este ano a capacidade de produção para 900 hectares.

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