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Surto de sarampo preocupa autoridades

José Rufino * | Alto Zambeze

A Direcção Municipal de Saúde Pública do Alto Zambeze, no Moxico, registou 283 casos de sarampo em crianças com dois anos de idade, entre os meses de Janeiro e Agosto deste ano, situação que preocupa as autoridades sanitárias.

 
Jacinto Caumba Sandesse disse que as autoridades trabalham no sentido de se poder controlar e ao mesmo tempo combater o surto de sarampo que assola a região. “Vamos aproveitar ao máximo  campanha de vacinação contra o sarampo que aberto ontem e que vai certamente contribuir para redução considerável da doença que tende a ganhar proporções alarmantes", frisou.
Outras doenças são a malária, diarreicas agudas, respiratórias agudas, assim como os acidentes vasculares e as agressões físicas, que estão a tirar o sossego das autoridades.
As autoridades sanitárias têm feito tudo no sentido de diminuir os casos, com a realização de várias campanhas de sensibilização nas comunidades, alertando sobre os cuidados a ter, sobretudo em época chuvosa.
Durante este período, o município registou a entrada de 5.­475 pacientes com patologias diversas, nas diferentes unidades sanitárias do município, dos quais 280 tiveram alta.
A Direcção Municipal de Saúde Pública do Alto Zambeze enviou para o Centro Nacional de Sangue dois técnicos para formação e que têm dado contributo no que se refere ao manuseamento dos equipamentos.

Melhorias no Huambo

O índice de mortes por malária a nível da comuna de Catabola, município do Longonjo, baixou de 20 para sete casos por mês, graças ao trabalho de sensibilização realizado pelas autoridades sanitárias junto dos bairros, escolas e igrejas.
O chefe de repartição comunal de Saúde de Catabola, Celestino Carlos, disse ainda que a melhoria do saneamento do meio, a construção de latrinas, o uso regular de mosquiteiros para crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas são factores que têm contribuído para a redução de óbitos.
A situação vai melhorar ainda, em função da aposta que o sector está a fazer na construção de postos e centros de saúde de referência, com vista a aproximar cada vez mais estes serviços às populações.
Com isso, as autoridades samitárias pretendem igualmente diminuir as dificuldades que as populações enfrentavam para ter acesso aos serviços de saúde, uma vez que são obrigadas a percorrer longas distâncias.
Neste momento, o chefe de repartição comunal da saúde, Celestino carlos,  avançou que a rede sanitária de Catabola é sustentada por um posto de saúde, localizado na povoação de Cambinda e um centro a nível da sede da comuna, que tem capacidade de internamento de dez camas. Até ao momento, referiu o responsável, o único centro de referência, que se encontra na sede comunal, tem igualmente atendido as populações com casos complicados da comuna do Mundundo, no município do Ucuma.
O atendimento médico e medicamentoso está garantido, mas o chefe de repartição da Saúde da comuna pretende o aumento da rede sanitária, principalmente em algumas aldeias muito distantes da sede.
Um grupo de 17 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros auxiliares e gerais, pessoal de apoio hospitalar asseguram o funcionamento da rede sanitária em Catabola, mas o responsável apela para o aumento de técnicos, no sentido de se travar as doenças diarreicas agudas, respiratórias, malária, parasitoses intestinais e bronquite, as principais enfermidades.
Em tempos de grande agitação, salienta Celestino Carlos, o centro de saúde comunal chega a atender, em média, mais de 80 pacientes diariamente em consultas externas de pediatria, maternidade, cirurgia, além de banco de urgência, puericultura, laboratório e outras áreas.
As duas unidades clínicas existentes na comuna de Catabola, no Huambo, que têm sido abastecidas regularmente com medicamentos e outros meios, precisam ainda de médicos residente e de ambulâncias.

  * com Angop

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