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Várias gestantes solicitam apoio contra o VIH/Sida

Gestantes que vivem com VIH/Sida na província do Moxico pediram às autoridades sanitárias para retomarem o tratamento de corte de transmissão vertical na maternidade provincial, paralisado há mais de um ano.

Fotografia: Carlos Paulino


 Rebeca Ana, uma das gestantes seropositivas, disse à reportagem do  Jornal de Angola que a reposição dos serviços ajuda a salvar vidas de crianças inocentes e diminuir o sofrimento que as famílias vivem.
A ideia foi corroborada por Micaela Ulica, também gestante, que acrescentou que não faz a medicação desde que ficou privada do tratamento, que evita a infecção do VIH/Sida ao bebé.
“Vivo com VIH, descobri agora na segunda gestação, mas não gostaria que o meu filho nascesse com este problema”,  desabafou.
Por outro lado, a directora clínica da Maternidade Provincial do Moxico, Rodeth Nele, confirmou que a unidade sanitária parou de fazer o tratamento de corte de transmissão vertical há um ano, por falta de medicamentos.
Rodeth Nele referiu que as mulheres que são detectadas com VIH são aconselhadas a fazer o tratamento e, depois de um ano, são orientadas a testar o bebé, para, em caso de positivo, fazer-se a profilaxia.
“Durante o primeiro trimestre do corrente ano, mais de duas mil mulheres gestantes aderiram aos  centros de aconselhamento e testagem voluntárias do VIH/Sida,  tendo-se registado 127 casos positivos, 55 dos quais em fase de tratamento”, concluiu Rodeth Nele.

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