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Viajar de autocarro é muito confortável

Samuel António| Luena

Com a reabilitação das principais estradas, as pessoas optam por viajar por terra, mas preferem faze-lo de autocarro, porque é o único meio que oferece segurança aos passageiros.

Muitos turistas optam pelos autocarros para viajar pelo interior do país
Fotografia: Jornal de Angola

Com a reabilitação das principais estradas, as pessoas optam por viajar por terra, mas preferem faze-lo de autocarro, porque é o único meio que oferece segurança aos passageiros.
O passageiro, para além de viajar com segurança, tem, durante a viagem, o privilégio de contemplar a magnífica paisagem que a natureza ofereceu a este belo país.
Se viajar de Luanda a Benguela, o passageiro já começa a sentir o gosto pela viagem logo ao deixar a zona do Ramiro, em direcção à Barra do Kwanza, com uma floresta recheada de árvores frondosas, que prende a atenção do viajante.
E como a maior parte das viagens acontecem logo pela manhã, Cabo Ledo é uma alternativa para o passageiro e esticar o pé e comer churrasco ao pequeno-almoço, acompanhado por cerveja fresquinha ou por refrigerante.
Levar comida para a viagem deixou de ser hábito do angolano, porque em qualquer lugar já se encontra qualquer coisa para matar a fome, desde que haja uns trocos no bolso.
Na Canjala, uma paragem obrigatória, há quase tudo para saciar a fome, depois de uma longa viagem. Com quitutes da nossa terra, as vendedoras provam claramente que a mãe angolana sabe servir e é mestra na culinária.
O que mais preocupa são os acidentes, porque muitos automobilistas, aproveitando o liso do asfalto, aceleram como se estivessem numa prova de fórmula um. Mas viajar de autocarro é sempre seguro, a velocidade não excede os 100 quilómetros por hora, como acontece com os carros ligeiros.
Os inúmeros acidentes rodoviários registados nas estradas de Angola dão provas que qualquer coisa tem de mudar por parte dos automobilistas. As estradas não foram reabilitadas para isto.
A paz mudou o aspecto das infra-estruturas e o rosto dos cidadãos, que já começam a sentir-se donos do seu destino, almejando um futuro promissor, trabalhando para o seu auto-sustento. Apesar do muito trabalho de recuperação de estradas, ainda mais tem de ser feito, no troço que liga Quilengues à cidade do Lubango, numa extensão de 60 quilómetros, o trânsito é caótico. A estrada continua esburacada, a exemplo do que estamos habituados nas estradas do Leste de Angola.

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