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Vítimas das cheias alojadas em tendas foram instaladas em novas habitações

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Várias famílias sinistradas pelas che­ias e que viviam em tendas, em Ondjiva, província do Cunene, foram realojadas em casas T2 e T3, nos bairros de Nahumba e Kashila III.

Centenas de família foram realojados em zonas urbanizadas e com iluminação pública
Fotografia: Jornal de Angola

Várias famílias sinistradas pelas che­ias e que viviam em tendas, em Ondjiva, província do Cunene, foram realojadas em casas T2 e T3, nos bairros de Nahumba e Kashila III.
O governo, no âmbito do programa de realojamento dos sinistrados, construiu casas para 187 famílias, que habitam agora em melhores condições, em zonas urbanizadas com arruamentos e iluminação pública, e que também dispõem de serviços sociais, como centros de saúde, escola, energia e água.
O governador António Didalelwa disse que o drama de centenas de famílias sinistradas pelas cheias que atingiu o Cunene, nos últimos quatro anos, chegou ao fim e o tempo que esperaram a viver em tendas foi recompensado.
O processo vai continuar a ser sequencial, até que todas as famílias saiam das tendas para Nahumba e Kashila III. Aos que ainda não foram contemplados, o governador pede paciência e para continuarem a depositar confiança no governo.
Dos três centros de acolhimento que existiam, um já foi extinto.

Realojados agradecem

Maria José, uma das beneficiárias, aplaudiu os esforços do Executivo angolano para melhorar as condições sociais dos cidadãos com a construção de casas condignas. Feliz por ter deixado a tenda, diz ter passado por maus momentos com a família, sobretudo em tempo de chuva, e espera que outras pessoas que ainda não beneficiaram sejam igualmente contempladas.
Outros sinistrados beneficiados também se mostraram satisfeitos e consideram o novo bairro como uma boa zona para viver condignamente. O funcionário público Francisco Hifindaka também gostou do seu novo bairro, onde vai passar a viver. “O local está bem organizado, as casas são todas boas”, acrescentou.
“O Executivo tem feito muito para que as pessoas possam viver em melhores condições, mas não é possível resolver tudo de uma só vez. Portanto, é necessário ter calma e saber esperar”, frisou, pedindo àqueles que ainda não foram abrangidos, para manterem a calma, que no momento certo tudo vai ser resolvido.
Além das vítimas das cheias que viviam nos centros de acolhimentos de Ondjiva, foram, ainda, entregues moradias aos funcionários públicos, também afectados pelas inundações, e àqueles que viviam em zonas de risco.
O governador do Cunene, António Didalelwa, garantiu que todas as pessoas que perderam as suas casas na sequência das cheias vão ser realojados nos bairros da Kashila III e Nahumba.
“É vontade e desejo do Executivo atender a todas as situações da nossa população e o realojamento das famílias sinistradas vai continuar até retirarmos as tendas”, salientou, acrescentado que o governo não vai parar de continuar este amplo projecto de construção de casas para as populações.
Enquanto houver forças, capacidade e recursos, garantiu o governador, o Executivo vai continuar a melhorar as condições de vida das populações, para que possam viver num ambiente de harmonia.
Das 2.500 casas que estão ser erguidas na Kashila III, 332 foram entregues aos seus proprietários. As restantes continuam em construção. Na Nahumba foram já entregues 200, das 600 previstas.

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