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Mungo precisa de professores

Mário Clemente | Mungo

O município do Mungo precisa de 400 professores para atenderem os mais de 22 mil alunos que se encontram fora do sistema normal de ensino.

Mais de 22 mil alunos do Mungo estão fora do sistema normal de ensino
Fotografia: JA

O município do Mungo precisa de 400 professores para atenderem os mais de 22 mil alunos que se encontram fora do sistema normal de ensino.
A informação foi adiantada pelo responsável local do sector da Educação, Domingos Calei, à margem do acto de apresentação do novo administrador, António Cotingo, na semana passada, pela vice-governadora provincial para a Organização e Serviços Técnicos, Loty Nolika.
Domingos Calei disse que o seu sector controla 309 professores e que este ano foram matriculadas 19.321 crianças.
O responsável local da Educação disse que algumas igrejas têm apoiado o sector, com salas de aulas e material didáctico, o que tem vindo a contribuir para a diminuição do número de crianças fora do sistema de ensino.

Alfabetização

Domingos Calei disse que o processo de alfabetização e ensino de adultos ainda não se faz sentir no município. “A secção municipal da Educação ainda não matriculou nenhum formando, uma vez que o contrato com os alfabetizadores deve ser feito a partir das orientações superiores, porque estes terão de receber um subsídio por via banco”, disse.
O responsável local da Educação garante que tão logo termine este processo começarão a registar todos quantos queiram aprender a ler e a escrever.
“O ano passado tivemos 240 alfabetizandos, mas o grande problema é que só controlamos 10 alfabetizadores”, sublinhou.
Em relação ao material didáctico, o chefe do sector disse que  para o ano lectivo 2010/2011 não há problemas, porque a direcção provincial distribuiu material suficiente no ano passado.
“Estamos a fazer um levantamento de todo material recolhido no ano passado, para distribuir às crianças da primeira, segunda e terceira classe e depois disso saberemos o material necessário para este ano, mas cremos que não necessitaremos de muito”, salientou.

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