Províncias

Município do Negage tem nova cadeia

Joaquim Júnior |Uíge

Um novo estabelecimento prisional está a ser construído, na localidade de Quindoqui, município do Negage, anunciou o director provincial dos serviços prisionais do Uíge.

As obras do novo estabelecimento prisional foram visitadas por funcionários do Interior
Fotografia: Mavititi Mulaza| Uíge

Pedro Júnior disse que o novo estabelecimento vai proporcionar melhores condições de funcionamento aos efectivos dos serviços prisionais e de acomodação aos cidadãos nacionais e estrangeiros em conflito com a lei.
O director salientou que, depois de concluída, a infra-estrutura prisional vai albergar cerca de 650 reclusos e ajudar a descongestionar a antiga Comarca do Congo, que possui uma capacidade inferior a 400 elementos, mas tem actualmente mais de 600 detidos e condenados.
O projecto de construção indica que o novo estabelecimento prisional do Uíge terá quatro salas de aulas académicas, para acolher lições de artes, informática e para a formação profissional dos reclusos.
O campo prisional de Quindoqui possui uma área total de 200 hectares, dos quais 106 estão a ser utilizados na plantação de mandioca, batata-doce e hortícolas e na criação de animais.
Os trabalhos de lavoura e pasto estão a ser desenvolvidos por 47 indivíduos, entre condenados e detidos.
No local, está a ser instalada uma fábrica de transformação de mandioca em farinha torrada, com capacidade para produzir, diariamente, mais de 25 toneladas.
O director, Pedro Júnior, disse que há orientação do Ministério do Interior para que se criem as condições necessárias no sentido dos reclusos terem melhores condições de acomodação, saúde, alimentação e formação profissional.
Pedro Júnior falava no âmbito da visita de uma comitiva de altos funcionários da delegação provincial do Interior, que visitou as obras do futuro estabelecimento prisional do Quindoqui, no âmbito do 34º aniversário da instituição.
O responsável prisional referiu que os estrangeiros ilegais, detidos pelos efectivos dos Serviços de Migração e Estrangeiros locais, terão também um espaço reservado na futura cadeia.
O director dos Serviços de Migração e Estrangeiro, Tomé João, afirmou que o Centro de Detenção de Estrangeiros, que vai funcionar no interior do novo estabelecimento prisional, vai garantir melhores condições de acomodação aos referidos cidadãos, que se encontrarem em situação ilegal, até ao seu repatriamento.
De Janeiro a Maio deste ano, a direcção local dos Serviços de Migração e Estrangeiros repatriou mais de 600 estrangeiros ilegais, de diferentes nacionalidades, segundo Tomé João.

Tempo

Multimédia