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A vida deixou de ser complicada

João Upale|

O soba grande do Namibe, José Buny, disse que a província está a progredir a nível social e económico, tendo em conta os altos níveis de desenvolvimento que se reflectem na melhoria da qualidade de vida da população.

As autoridades tradicionais da província do Namibe elogiam os esforços do Governo na busca de soluções para os problemas que ainda afectam muitas populações que habitam nas comunidades rurais
Fotografia: Vladimir Prata

O soba grande do Namibe, José Buny, disse que a província está a progredir a nível social e económico, tendo em conta os altos níveis de desenvolvimento que se reflectem na melhoria da qualidade de vida da população.
A autoridade tradicional realçou que vários projectos traçados pelo governo provincial de algum tempo a esta parte foram implementados, como a construção de escolas, hospitais, postos e centros de saúde, habitações sociais, estradas e pontes, redes de telecomunicação, bem como programas de agricultura e desenvolvimento rural, fomento agro-pecuário, entre outras acções.
José Buny afirmou que a vida da população evoluiu bastante devido ao progresso económico registado ultimamente.
“Nos anos 80 e 90 a vida estava complicada, porque a situação era precária para a maioria dos indígenas”, disse, concluindo que com o alcance da paz, a economia vai crescendo a cada dia que passa.
“E quando isso acontece, cresce também a condição social das pessoas,” enfatizou.
O líder da autoridade tradicional refere que apesar do empenho do executivo local, o fornecimento de energia eléctrica e água potável ainda carece de melhorias, sobretudo no Bairro 5 de Abril, o mais populoso da província, onde o abastecimento do precioso líquido é feito com recurso às cisternas, com preços que não estão ao alcance de todos os bolsos.
“Quando existem esses dois produtos indispensáveis à vida humana, há também a possibilidade do progresso da intelectualidade da pessoa”, disse, exigindo um pouco mais das autoridades competentes no sentido de atenderem estas necessidades básicas.
Todavia, José Buny reconheceu que não é possível fazer tudo em simultâneo, e que o Executivo já fez muito, aproveitando a ocasião para tranquilizar a população e aconselhar a esperar, “porque dias melhores virão”. O soba grande do Namibe revelou que nas comunidades rurais o recurso ao tratamento caseiro ou tradicional tende a diminuir, com a implementação pelo governo da província de postos e centros de saúde junto da população. José Buny diz que com a sensibilização sobre as doenças, riscos de contágios e importância das vacinas, a população aprendeu novos hábitos e está consciente de que as doenças devem ser tratadas nos hospitais ou aí onde existe assistência sanitária.

Estiagem preocupa autoridades tradicionais


O soba grande referiu que a população do interior da província está a sofrer os efeitos da estiagem registada na presente campanha agrícola, mas revelou que o governo local está a trabalhar para melhorar a sua condição de vida.
“Por exemplo, nos vales dos rios Inamangando e Karojamba, na comuna da Lucira, município do Namibe, a agricultura de subsistência praticada melhorou significativamente desde o momento em que o executivo de Cândida Celeste reforçou o apoio aos camponeses com sementes e instrumentos de trabalho”, disse.
No entender de José Buny, embora existam mudanças nas sociedades modernas forçadas pelos efeitos da globalização, enquanto autoridade tradicional, deve fazer um esforço para não esquecer o passado, apelando a todos que se encontram no meio rural a acompanhar o evoluir da situação e os fenómenos dos últimos tempos, para que estejam informados sobre as recentes realizações do Governo de Angola.

Apelo ao voto


José Buny disse que as autoridades tradicionais da província estão a passar a mensagem às populações rurais sobre a importância de todos votarem nas eleições de 31 de Agosto próximo, referindo que as eleições são um elemento fundamental para a consolidação da democracia.
“Actualmente a política governativa é garantidamente assente na democracia, e sem as eleições, não teremos uma verdadeira democracia no país. É com elas que podemos sentir que estamos a viver num Estado democrático e de direito” , explicou.
O soba augura que com as novas políticas económicas, todo angolano possa beneficiar dos recursos a serem explorados no país, combatendo desta forma a fome e a miséria, principalmente no seio da população rural.
Assegurou que tem sido feito um grande trabalho, numa acção conjunta com a Polícia Nacional, no sentido de se diminuir os índices de delinquência nos bairros periféricos, garantindo que existe agora maior tranquilidade no seio das comunidades e que os crimes como o roubo de gado diminuíram.
“Embora a criminalidade exista sempre em qualquer sociedade, aqui ela já não é tão ameaçadora”, disse confiante.

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