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Vladimir Prata | *

Quem visita o Namibe nos dias de hoje e já o tenha conhecido nos anos passados certamente fica com a sensação de que a província está a crescer.



Quem visita o Namibe nos dias de hoje e já o tenha conhecido nos anos passados certamente fica com a sensação de que a província está a crescer. Muitos são os sinais que levam a esta crença, como o surgimento de novos bairros na cidade capital e consequente aumento da população, a construção de novas infra-estruturas sociais, hoteleiras,  a reabilitação de estradas e abertura de novas vias que interligam os municípios, bem como o reforço das instituições da administração local. O município sede que atende pelo mesmo nome da província constitui desde sempre o principal ponto de concentração populacional, mas nunca antes se tinha registado um número tão elevado de habitantes, facto que ocorre desde a altura que o governo local decidiu criar novas reservas fundiárias nos arredores da cidade para socorrer os sinistrados das cheias de 2001.
Assim nasceu o bairro 5 de Abril (data em que aconteceu a calamidade), hoje apontado pelas autoridades como sendo o mais populoso da província, com cerca de metade dos habitantes do município. Surgiram outros bairros, como o Saidy Mingas, Valódia (também conhecido por Bagdad), o bairro das 60 e das 150 casas e recentemente o bairro da Juventude, na localidade do Saco-Mar.
Como se diz por estas paragens, onde só havia a areia arrastada pelo deserto nasceram construções de betão, e o número de habitantes cresceu de 162.000 para cerca de 400.000 nos últimos dez anos. Uma situação que coloca as autoridades diante de novos e grandes desafios, que passam pela expansão dos serviços da administração, redes de água e de electricidade, aumento de instituições escolares e hospitalares, abertura de novas vias rodoviárias, etc. Os últimos quatro anos foram de grandes e importantes realizações neste sentido e que têm culminado com a inauguração e entrega de várias infra-estruturas. A título de exemplo, todos os bairros contam com um centro médico com capacidade para 60 camas, o que ajudou a reduzir a malária em 50 por cento, bem como a mortalidade materno-infantil. A educação também está a ter bons momentos, e o ponto mais alto vai certamente culminar com a abertura da Academia de Pescas que irá albergar seis instituições de ensino superior.
Investimentos foram feitos também no sector da cultura e no desporto. A rede hoteleira está a crescer, e tudo indica que por altura do Mundial de Hóquei em Patins 2013 esta cidade estará bem servida em termos de hospedagem.
A nível dos municípios e das comunas do interior, o Executivo de Cândida Celeste tem estado a concentrar grandes investimentos que visam o seu repovoamento e desenvolvimento. Em algumas delas não existia sequer um posto de saúde ou uma escola de construção definitiva.
 Muitas receberam pela primeira vez uma sede administrativa. Para que tudo isso se tornasse possível foi necessário apostar na reabilitação de estradas e abertura de novas vias. Muito já foi feito, mas muito ainda tem de se fazer, e está a ser feito, como mostram as reportagens deste caderno especial.

* Director provincial

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