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Aldeia enfrenta carência de serviços básicos

João Upale | Chapéu Armado

Os habitantes da localidade pesqueira do Chapéu Armado, comuna do Bentiaba, município do Namibe, enfrentam grandes problemas sociais, principalmente com a falta de água potável, energia eléctrica, postos médicos e escolas.

Várias insfra-estruturas de impacto social destruídas e outras em avançado estado de degradação vão beneficiar de obras de restauro
Fotografia: Jornal de Angola


A comunidade do Chapéu Armado clama igualmente por enfermeiros, professores, além da necessidade da implantação de um posto policial, para travar a onda de delinquência na região.
No Chapéu Armado existe uma escola com duas salas, que alberga 50 alunos da primeira à quarta classe. Estas crianças beneficiam de merenda escolar.
A localidade tem um posto médico, com um enfermeiro, que tem ajudado no tratamento das diversas patologias que assolam a comunidade, com assistência periódica em medicamentos, a partir da direcção da Saúde.
A actividade principal desta comunidade é a pesca artesanal e os pescadores locais solicitam ao governo do Namibe, dentro do seu programa de desenvolvimento económico e social, apoio com material de pesca.
Os moradores de Chapéu Armado solicitaram ainda ao governo local dois kits de antena parabólica, com os canais um e dois da Televisão Pública de Angola (TPA). O soba da região, José Fernando, defendeu a reabertura de mais furos para dar de beber ao gado e solicitou uma ambulância, motores de polpa e novas chatas. O governador da província do Namibe, Rui Falcão, deslocou-se a localidade para constatar a realidade social dos habitantes daquela parcela da província.
Rui Falcão garantiu que as preocupações apresentadas pelos habitantes de Chapéu Armado vão merecer toda a atenção das autoridades provinciais, que buscam solução imediata dos principais problemas das populações.
“Ouvimos as preocupações e são situações que podem ser resolvidas em curto espaço de tempo, como os casos do posto médico e da necessidade de mais um enfermeiro”, disse. Rui Falcão referiu que os furos “não são solução”, tendo adiantado que devem ser feitos novos poços, com vista à captação e tratamento da água.
O governador assegurou também que mais salas são construídas para inserir as crianças que estão fora do sistema de ensino.Potencialidade   turística O empresário Mário Albano, da empresa Sicopal, que gere as actividades pesqueiras no Chapéu Armado, frisou que a localidade foi no passado um pólo de pesca semi-industrial.
Apesar das debilidades actuais, considerou que a localidade apresenta grandes potencialidades, em termos turísticos, uma vez que as águas são sempre muito límpidas e calmas, com acesso fácil.
Mário Albano revelou que a empresa que dirige está neste momento a criar condições para o turismo, no sentido de receber, a partir do mês de Novembro, alguns turistas. Em termos de pesca, o empresário salientou que actualmente existem muitas componentes de pesca que anteriormente não existiam, mas a artesanal continua a ser necessária para o próprio turista na província.
O empresário disse estarem criadas algumas novas infra-estruturas turísticas, que dependem muito dos recursos financeiros, embora os considere escassos.
Mário Albano apontou a inexistência de recursos financeiros como a principal dificuldade para o incremento da actividade.
O responsável clama por apoio maior das instituições de direito, para que se possa avançar com projectos mais amplos.
A empresa Sicosal, que controla 300 trabalhadores, dos quais 12 confinados no Chapéu Armado, aderiu ao programa de financiamento bancário “Angola Investe”, para a pesca a nível do Tômbwa e do Namibe.

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